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Títulos do tesouro: como devo investir?

15/06/2020 às 5:00

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Nessa série de texto vou falar sobre os Títulos do Tesouro Nacional e como investir de maneira a potencializar os seus objetivos pessoais. Abordarei os seguintes tópicos:

  • Títulos públicos – O que são
  • Tesouro Selic – Principais indicações de uso

Boa leitura!

Títulos do tesouro

Leia mais sobre investimentos pessoais:

Títulos do Tesouro Nacional

O assunto hoje por aqui será as diversas opções dos títulos públicos federais e quais suas melhores utilidades. Naturalmente, como sempre gosto de lembrar, não são regras, mas quesitos para melhores aplicações de acordo com os seus objetivos. Nesse contexto, os títulos que temos disponíveis são:

  • Tesouro Selic
  • Tesouro IPCA+
  • Prefixado e as respectivas opções com juros semestrais.

Acredito que uma forma mais didática para facilitar o entendimento é separá-los por classe e aí, dentro de cada uma, indicar quais as melhores utilidades deles. Lembrando que você pode comprar os títulos através do site do Tesouro Direto, pelo banco que tem conta ou por sua corretora.

Hoje abordarei os dois primeiros itens. Na próxima semana, os três finais.

O que são títulos públicos?

Uma maneira fácil de explicar os títulos públicos é trazer para a realidade do dia a dia. Ao comprar um título público, o investidor empresta dinheiro para o Governo Federal para receber dentro de um prazo determinado com a correção financeira escolhida no momento da aplicação.

Esses recursos são utilizados pelo governo para equilibrar as contas ou possibilitar investimentos públicos. Imagine, por exemplo, que o governo pretenda construir uma ponte com um custo de aproximadamente R$ 10 bilhões. Uma forma de financiar a construção dessa ponte seria com o aumento dos impostos, o que significa que a geração atual arcaria com os custos de construção. No entanto, a ponte também poderá ser utilizada pelas gerações futuras. Nesse sentido, a forma mais comum do governo distribuir esses custos ao longo do tempo é por meio da venda de títulos públicos no mercado.

Marcação à mercado

Embora a modalidade de investimentos do Tesouro Direto seja de renda fixa, os preços dos títulos variam no tempo de acordo com as taxas de juros praticadas no mercado. Todavia, ao se aproximar dos vencimentos dos títulos, a rentabilidade converge para a rentabilidade contratada.

Essa variação durante o tempo permite uma ação que pode confundir muita gente quando se fala na renda fixa. O Tesouro é renda fixa porque se carregar o título até o vencimento, seu rendimento é o definido, não há alteração. Mas se negociar antes, não.

O Tesouro Nacional garante a recompra do título a qualquer momento. Só que pelo valor de mercado. É a chamada marcação à mercado.

Tesouro Selic

Esta é a modalidade mais comum entre os títulos federais. O Tesouro Selic tem a rentabilidade ligada à Taxa Selic, que é a taxa básica de juros. Hoje, a Taxa Selic está em 3% ao ano. O rendimento deste título acompanhará sempre a taxa. Ou seja, se no primeiro ano a taxa ficou constante em 10% ao ano, mas no segundo ano ela subiu para 11% ao ano e permaneceu constante, o seu rendimento será de 10% no primeiro ano, e 11% no segundo ano.

Como é um título pós-fixado, quem adquire uma LFT (Letra Financeira do Tesouro/Selic) não está sujeito aos riscos relacionados às variações das taxas de juros do mercado, já que o seu rendimento acompanha essas variações.

Principais indicações do tesouro Selic

O título tesouro Selic é indicado para investidores que buscam baixa volatilidade. O principal uso atualmente é para reserva de emergência ou reserva de oportunidade, o famoso caixa. Isso por causa de sua liquidez, apesar de ter apresentado problemas de resgate no pico da crise nesse ano. É também indicado para momentos de perspectiva de elevação da taxa de juros.

Na ponta do lápis

Em resumo, vimos um pouco mais sobre os títulos federais. O que são, os motivos de serem emitidos e suas aplicações. Vimos também o mais famoso deles, o Tesouro Selic e suas principais utilidades. Na próxima semana, ainda sobre os títulos do tesouro, falarei sobre o IPCA+, o Prefixado e as opções com juros semestrais.

Até lá!

Raphael Carneiro
Raphael Carneiro
Jornalista e investidor
Trabalha com educação e planejamento financeiro. Possui certificação em Gestão de Finanças Pessoais e atua no mercado financeiro brasileiro há cinco anos.

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