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Recibo de Depósito Cooperativo (RDC): entenda o funcionamento

03/08/2020 às 5:00

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Existe uma grande discussão a respeito de qual a melhor opção para investir a famosa reserva de emergência; na poupança, em CDBs, Tesouro Selic, Fundos de Renda Fixa, existem várias possibilidades e acho que você deve deixar onde for mais confortável pra você. Quer dizer, menos na poupança né? Neste texto vou te mostrar o Recibo de Depósito Cooperativo (RDC), onde eu aplico a minha reserva de emergência, e vou explicar as vantagens dessa opção. Desse modo, o texto é dividido conforme a seguinte estrutura:

  • Recibo de Depósito Cooperativo (RDC), o que é?
  • Quais são as características do RDC?
  • Quais as vantagens?

Boa leitura!

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Recibo de Depósito Cooperativo (RDC), o que é?

O RDC é um tipo de investimento de renda fixa que funciona basicamente como um Certificado de Depósito Bancário (CDB), no entanto, enquanto os CDBs são títulos emitidos por bancos, o RDC é um título que é emitido por cooperativas. Nessa modalidade, temos de um lado o investidor que empresta seu dinheiro às cooperativas para que elas realizem suas operações. Por outro lado as cooperativas remuneram os investidores por meio de juros. Para fazer esse tipo de investimento o investidor precisa ser associado a alguma cooperativa de crédito, ou seja, precisa ser um cooperado. Existem muitos tipos de cooperativas de crédito direcionadas a diversos grupos de pessoas e profissionais diferentes, se você não tem conta em uma instituição desse tipo não será difícil achar uma que se adeque ao seu perfil.

Quais são as características do RDC?

O RDC é um investimento consideravelmente seguro, pois está assegurado pelo Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop), que funciona como o FGC para os bancos. Ou seja, o investidor tem a garantia da sua aplicação em até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em caso de falência das cooperativas. O RDC tem liquidez diária, mas é cobrado IOF caso seja resgatado nos 30 primeiros dias. Além disso, os rendimentos do RDC estão sujeitos à cobrança de imposto de renda, que acontece de forma regressiva, ou seja, quanto maior for o tempo investido menor será a alíquota.

A remuneração dos RDCs varia de uma cooperativa de crédito para outra, mas costuma ser atrelada ao CDI ou até à taxa Selic. É possível encontrar cooperativas que oferecem remunerações que variam de 95% a 110% do CDI, o que torna esse investimento muito atrativo quando comparado a outros com as mesmas características. Considerando a taxa do CDI a 2,15%, um RDC que pague 110% do CDI tem um retorno de aproximadamente 2,37%, o que é bem melhor do que a poupança que está pagando aproximadamente 1,57%.

Quais as vantagens?

Além das vantagens ligadas a liquidez diária, retorno maior do que a poupança e garantia pelo FGCoop, que tornam este investimento ideal para a reserva de emergência, o RDC também possui outras vantagens que me levaram a escolher essa modalidade como opção para aplicar a minha reserva. 

Em minha opinião, a principal vantagem do RDC é que este tipo de investimento aumenta a minha participação nos lucros da cooperativa de crédito, lucros não, sobras. Caso você não saiba como uma cooperativa de crédito funciona, basicamente ao se associar a uma cooperativa você se torna uma espécie de “sócio”, desse modo, terá direito a uma parte dos seus “lucros”, que por não ter fins lucrativos, as cooperativas chamam o resultado entre suas receitas e despesas de “sobras”.

Dessa forma, o RDC pode se apresentar como uma boa opção para sua reserva de emergência ou outros tipos de reserva que demandam por alta liquidez. Pois, além da remuneração do próprio título, o investidor tem direito a receber uma parte dessas sobras, que funcionam como uma espécie de dividendos, que são pagas todos os anos por meio de aprovação em assembleia geral. Assim, o RDC acaba rendendo mais do que aquele percentual do CDI indicado no momento da aplicação.

João Victor
João Victor
Atua como Pesquisador no Instituto universitário de Lisboa – ISCTE
Graduado em Ciências Contábeis e Gestão Financeira. Mestre em Ciências Contábeis. Foi professor/pesquisador do departamento de contabilidade da UFRN e de universidades particulares como UNP e UNIP. É investidor com base em análise fundamentalista.

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