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Qual o seu índice de endividamento?

24/08/2020 às 5:00

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Quem está acostumado a analisar e estudar os fundamentos de uma empresa sabe muito bem quais pontos observar. Um deles, de extrema importância, é o índice (ou grau) de endividamento da companhia. Através deles podemos observar, projetar e comparar a saúde financeira de uma determinada empresa. Dá também para avaliar e fazer um exercício de futurologia de como serão os próximos meses ou anos.

Entretanto, você já parou para pensar que pode fazer o mesmo dentro de casa?

É possível avaliar, projetar e estudar também o seu grau de endividamento. Como? Segue comigo que te mostro duas possibilidades. Nesse texto, você verá:

  • Índice de endividamento no fluxo de caixa: conheça esse indicador
  • Índice de endividamento no patrimônio: aprenda a calcular
  • Quando esses indicadores são utilizados?

Boa leitura!

Ilustração co desenho de homem escrito qual o seu índice de endividamento?

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índice de endividamento no fluxo de caixa

Uma forma de avaliar o nível de endividamento pessoal ou familiar é observá-lo através do fluxo de caixa. Nesse quesito, ele vai medir o percentual da renda que está comprometida para o pagamento de dívidas. E como chegamos ao número?

Não é muito diferente do que já está acostumado. Basta dividir o valor total de dívidas e parcelamentos mensais pela renda líquida mensal. Por fim, multiplique o resultado por 100.

Fórmula de endividamento mensal igual ao total mensal de dívidas divido pela renda mensal líquida multiplicado por cem

Fonte: elaboração própria

Exemplo prático

João tem uma renda mensal líquida de R$ 5.500,00. Ele tem um total de dívidas relacionadas a financiamento, empréstimos e outras compras que foram parceladas de R$ 1.870,00. Para calcular o índice de endividamento, dividimos o segundo pelo primeiro. Assim, chegamos ao valor de 0,34. Ao multiplicar por 100, temos o valor de 34%, que é o índice de endividamento mensal de João.

Assim, isso quer dizer que 34% da renda mensal líquida de João está comprometida com o pagamento de dívidas. O ideal é ter esse índice abaixo dos 30%.

Índice de endividamento no patrimônio

Em relação ao patrimônio, a conta nos mostra o percentual total dos ativos que possuímos que foram adquiridos ou estão sendo mantidos com recursos de terceiros. Ou seja, através de crédito.

A fórmula também é bem simples:

Fórmula de endividamento no patrimônio é igual ao total de dívidas dividido por ativos totais multiplicado por 100

Fonte: elaboração própria

Exemplo prático

Lembra de João, aquele do endividamento mensal de 34%? Pois bem, ele tem entre os ativos (imóvel, automóvel etc), um total de R$ 720 mil. Só que o saldo devedor dos financiamentos que possui é de R$ 420 mil. Sem fazer conta, já dá para perceber que ele deve a maior parte do patrimônio que tem. Mas vamos calcular:

Ao dividirmos os R$ 420 mil por R$ 720 mil, temos 0,5833. Multiplicamos por 100 e encontramos 58,33%, que é o percentual do patrimônio de João que está financiado com capital de terceiros.

Quando esses indicadores são utilizados?

Dessa forma, já sabemos como chegar ao índice de endividamento pessoal, seja mensal ou geral. Mas, fica a questão de quando utilizar esses valores. Além, é claro, de ter noção sobre sua saúde financeira para poder tomar decisões importantes, é bom saber que esse número pode ajudar ou atrapalhar na hora de buscar um financiamento.

Os credores podem avaliar os riscos em determinada operação, da mesma forma que fazemos ao analisar uma empresa. Ao pedirmos um empréstimo, por exemplo, o banco ou instituição financeira faz a análise para observar a capacidade de pagamento. Com a relação dívida e renda, a instituição decide se libera ou não o pedido.

Logo, preocupe-se também com o seu grau de endividamento. Seja ele mensal ou geral. Busque manter-se em um patamar saudável para evitar surpresas negativas e, da mesma forma, facilitar a aquisição e empréstimos/financiamentos quando necessário.

Raphael Carneiro
Raphael Carneiro
Jornalista e investidor
Trabalha com educação e planejamento financeiro. Possui certificação em Gestão de Finanças Pessoais e atua no mercado financeiro brasileiro há cinco anos.

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