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Resenha de livro: A arte da guerra

31/07/2020 às 15:00

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Sexta é dia de resenha no TC School! Neste texto, o tema é um dos livros mais famosos do mundo dos negócios: A arte da guerra, escrito por Sun Tzu. Com o objetivo de manter o texto organizado, dividimos nos seguintes tópicos:

  • A arte da guerra: o maior manual de estratégia já produzido pela humanidade
  • O poder do planejamento
  • Conheça o terreno: segurança nas suas manobras
  • Espiões: como utilizar no mundo dos investimentos?
  • Deixe os métodos serem guiados pelas circunstâncias

Boa leitura!

A arte da guerra

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A arte da guerra: o maior manual de estratégia já produzido pela humanidade

O livro “A arte da guerra” foi escrito pelo general chinês Sun Tzu por volta de 500 a.C., sendo apontado como o mais antigo de estratégia já escrito. O livro, dividido em 13 capítulos, discute temas ligados à estratégia militar, sobre como se posicionar no campo de batalha, como identificar pontos fortes e fracos do inimigo, dentre muitos outros. Mas a grande questão é: esses ensinamentos se aplicam apenas ao mundo militar? Haverá uma “Arte da guerra” para os investimentos? É isso que vamos descobrir a seguir.

Ações tomadas com base em presságios de um adivinho e ataques desordenados sobre o inimigo

Até antes de Sun Tzu escrever o livro, a história registra que os procedimentos em batalha eram arcaicos e não padronizados. O comandante baseava suas ações nos presságios de um adivinho, e no momento de lutar, atacava o inimigo de forma desordenada, sem qualquer estratégia identificável. Ou seja, a vitória em uma batalha dependia mais das forças do acaso do que de qualquer outra coisa. Trazendo a questão para o ponto de vista dos investimentos, isso não te lembra alguma coisa?

Fonte: Dreamstime

Compra de ativos com base em “dicas quentes”, decisões sem análise dos fundamentos das empresas, decidir comprar ou vender com base naquele influencer do Instagram (que muitas vezes nem investe, apenas vende cursos sobre investimento). É o mesmo cenário, porém, aplicado ao mundo dos investimentos, e não da guerra.

Em todos os 13 capítulos do livro tiramos lições para o mundo dos investimentos. Por questão de espaço, não analisaremos individualmente todos eles, mas sim serão apresentadas as lições mais preciosas da Arte da Guerra para os Investimentos.

O poder do planejamento

Sun Tzu disse que o general que vence a guerra é aquele que faz muitos cálculos antes da batalha acontecer. Ou seja, aquele que tem o maior nível de planejamento vence.

Fonte: Defesanet

Trazendo para o universo do investimento, o que equivale ao planejamento? Ora, o estudo, claro!

O mais preparado, é aquele que mais conhece sobre as empresas do seu portfólio, que passa horas e horas estudando e conhecendo individualmente cada ativo da sua carteira. É o investidor que conhece os pontos fortes e fracos de cada empresa, quais movimentos macroeconômicos podem afetar o desempenho da companhia e, sem dúvida, é o investidor que terá maior sucesso.

O general que chega primeiro ao campo de batalha e espera o inimigo para a luta está mais preparado. O que chega primeiro à fonte bebe água limpa. O estudo constante te coloca nas melhores posições, como um observador privilegiado, que consegue ver os movimentos antes de todos, e se aproveitar deles.

Por isso, nunca menospreze o estudo dedicado de cada papel, pois, como o general que quanto mais cálculos faz, mais chances de vencer a guerra possui, o investidor quanto mais estuda, mais chances tem de obter bons resultados na sua carteira.

O vencedor sabe a hora de lutar e a hora de não lutar, sabe ser paciente para pegar o inimigo despreparado

Existem lutas em que se ganha fugindo delas. No investimento, o princípio se aplica literalmente. Todos já passamos por momentos decisivos sobre investir ou não em determinado ativo. Aquele papel que ninguém nunca ouviu falar, mas está subindo 200% em menos de 1 mês, ou aquela empresa que todo mundo está comprado, com preços exorbitantes, e que ninguém consegue sequer explicar como essa empresa ganha dinheiro. Nesses momentos, a melhor estratégia é não fazer nada. Às vezes, não se expor ao risco da ruína é melhor do que ser agressivo e colocar tudo a perder.

Da mesma forma, ser paciente e estar preparado para pegar o “inimigo” despreparado é muito importante. Olhar para outras direções quando a boiada está obcecada com um determinado ativo, entender o mercado quando todos estão excessivamente confiantes, ter um plano B para caso as coisas não saiam como esperado. Isso é estar preparado para obter bons ganhos (ou minorar perdas) quando todos estão despreparados.

A COVID-19 nos mostrou isso, e aqueles que estavam verdadeiramente diversificados (ou seja, não com montes de ativos aleatórios na carteira, mas com ativos negativamente correlacionados, com posições vendidas, com hedges bem feitos…) tiveram suas perdas muito controladas, e em alguns casos, até mesmo ganharam dinheiro com a crise. Primeiro coloque-se além da possibilidade da derrota. Só então aguarde a oportunidade para atacar o inimigo, é o que nos ensina Sun Tzu. Por isso, ser paciente e estar preparado quando todos estão despreparados separa os homens dos meninos no mercado financeiro.

Conheça o terreno: segurança nas suas manobras

O general não está preparado para liderar um exército se não conhece o traçado da região, suas montanhas e florestas, armadilhas e precipícios, charcos e pântanos, da mesma forma que o investidor não está preparado para alocar seu suado dinheiro em investimentos que ele não conhece. Operar alavancado, negociar futuros, investir em FIDICs sem conhecer o risco de crédito a que está exposto, dentre outros produtos agressivos só devem ser explorados quando se tem o devido conhecimento sobre eles. Até mesmo estar 100% comprado em bolsa, dependendo do seu perfil, é inadequado.

Por isso entender seu perfil de risco, conhecer os produtos financeiros e adotar posturas defensivas de investimento fazem com que você, tal qual o general sábio, ande apenas por caminhos conhecidos e com menos perigos, porque há estradas que não devem ser percorridas e exércitos que não devem ser atacados. Isso te dá sobrevida maior para aguentar todo o período de batalha.

Espiões: como utilizar no mundo dos investimentos?

Para Sun Tzu, permanecer na ignorância das condições do inimigo simplesmente por relutar em despender uma centena de onças de prata é o limite da desumanidade. Com os investimentos, nossos espiões são muitos, como um bom serviço de notícias que afetam o mercado, serviços de relatórios de avaliação de empresas, valuations, dentre outros, muitos dos quais são oferecidos na plataforma do TradersClub. O uso de espiões permite que o general (investidor) tenha presciência dos fatos importantes da arena de batalhas, tornando-o muito mais preparado para o combate.

Esse poder de previsão não advém, como outrora, dos espíritos, da dedução ou exclusivamente de experiências anteriores. O mundo dos investimentos é dinâmico. O passado não necessariamente se repete, as “dicas quentes” do influencer do Instagram não vão te salvar. Por isso contar com esses espiões modernos que temos à nossa disposição melhora e muito o processo decisório relacionado aos investimentos.

Deixe os métodos serem guiados pelas circunstâncias

Para fechar, esse talvez seja um dos grandes ensinamentos do livro. Sun Tzu diz que as táticas que te fizeram vencedor até aqui não te garantem sucesso futuro, e que o bom general se adapta, como a água, às circunstâncias.

No mundo dos investimentos, não existem condições constantes. Por isso, o investidor tem que ser como a água, que contorna as dificuldades e flui pelo caminho, lentamente, buscando a prosperidade. Estar sempre preparado, com planejamento e estudo em dia, contando com o apoio necessário para seguir na jornada, são condições essenciais para a longevidade nesse segmento.

Fonte: Pensador

Nesse sentido, o investidor inteligente, que executa a “Arte dos Investimentos” com estratégia, estuda os incontáveis materiais gratuitos disponibilizados pelo TradersClub, lê as resenhas dos livros para conhecer melhor temas ligados ao mercado, estuda sobre análise fundamentalista e técnica disponibilizados pela equipe, e com isso toma decisões apoiado em evidências, como um estrategista se movimenta em uma guerra, obtendo resultados planejados, e não meramente ao acaso.

André Sekunda
André Sekunda
Professor Universitário com Mestrado em Contabilidade
Contribui com textos educativos para o TC School.

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