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Microeconomia: entenda o conceito de Elasticidade

16/09/2020 às 5:00

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Neste texto, você aprenderá sobre as principais características do conceito de elasticidade e como aplicar isso aos seus investimentos. Assim, esse texto abordará os seguintes temas:

  • Elasticidade: o que é?
  • Como ela funciona?
  • Quais são os tipos de elasticidade?
  • Elasticidade e investimentos: a importância de entender essa relação

Boa leitura!

elasticidade

Leia mais sobre economia para investidores:

Elasticidade: o que é?

A elasticidade é o termo utilizado para descrever a relação entre duas variáveis. Em geral, os estudos de elasticidade na economia costumam girar em torno dos preços. Nesse contexto, um bom exemplo para entender o que é a elasticidade é o caso da relação entre a demanda e os preços. Em geral, quando apenas a demanda de um produto aumenta, os preços aumentam, considerando que todas as variáveis estão constantes (coeteris paribus) e que o bem é normal.

OBS: Segundo Mankiw (2009), bem normal é aquele que segue uma proporção direta as variações de renda em relação aos de demanda, ou seja, se a renda aumenta, a demanda pelo bem aumenta, se a renda cai, a demanda pelo bem cai. Sendo assim, ele é definido um bem normal.

Como ela funciona?

O conceito básico de elasticidade busca entender como o quanto um fator impacta em outro a partir de uma determinada mudança. Nesse contexto, existem tem condições básicas que um bem pode se encontrar quando se considera a elasticidade.

Bens elásticos

São aqueles que para uma mudança da variável estudada tem uma mudança maior percentual na variável que se quer descobrir a sensibilidade. Assim, uma redução no preço em 10% de um bem elástico proporciona um aumento de demanda superior a 10%. Como exemplos temos viagens turísticas, aluguel de carros, casas e outros bens que o indivíduo pode considerar não essenciais ou desinteressantes a partir de determinado preço, considerando que sejam normais.

Fonte: Mankiw (2009)

Bem inelástico

É aquele que para uma variação percentual x na variável estudada apresenta uma variação menor que x na variável que se quer descobrir a sensibilidade. Assim, um aumento de 10% no preço reduziria a demanda em uma proporção menor do que 10%. Como exemplo temos medicamentos para uma pessoa com câncer e o consumo fisiológico de água.

Fonte: Mankiw (2009)

Bem com elasticidade unitária

É aquele que se movimenta de forma proporcional a sua variável. Dessa forma, um aumento de 20% no preço reduz a demanda na mesma proporção, em 20%.

Fonte: Mankiw (2009)

Nesse contexto, é importante os exemplos dos bens em relação a suas elasticidades são relativas, cada indivíduo possui uma elasticidade para cada bem, na maioria dos casos, sendo esses exemplos extraídos de médias populacionais. Sendo assim, o leitor pode considerar essencial ter um carro alugado por questões de necessidade pessoal e ser muito menos elástico que a média da população. No entanto, em certo preço o custo de ter um carro alugado não fará mais sentido ele passará usar outro meio de transporte ou adquirirá um carro, sendo assim, ele continua sendo elástico, mas menos que a média populacional.

A elasticidade é calculada através do quociente entre a variação percentual da quantidade e a variação percentual do determinante em estudo (normalmente o preço). Segue a formula:

Alguns tipos de elasticidade

A elasticidade pode ser calculada para qualquer relação de variação percentual entre duas variáveis, nesse sentido, essas são as mais conhecidas e utilizadas:

  • Elasticidade das exportações em relação à taxa de câmbio: impacto da mudança na taxa de câmbio de acordo a mudança no volume de exportações.
  • Elasticidade do preço em relação à demanda: impacto da mudança no volume da demanda de acordo com a mudança no preço do produto.
  • A elasticidade do preço da oferta é a mudança no volume da oferta de acordo com a mudança no preço do produto.
  • Elasticidade renda da demanda: variação da quantidade demandada, dada uma alteração na renda do consumidor.
  • A elasticidade do preço da demanda cruzada é a mudança no volume da demanda de um produto de acordo com a mudança no preço de outro produto.

Elasticidade e investimentos: a importância de entender essa relação 

Após compreender esses conceitos, podemos implementar esses conhecimentos de forma simples em nossos portfólios para nos aproveitarmos de alguns movimentos de mercado. Nesse contexto, é um conceito de grande importância para a economia, em especial, para o campo da microeconomia.

Na prática, podemos observar produção de bens inelásticos pode ser um indicador de vantagens competitivas para empresas, enquanto que bens elásticos podem indicar um mercado em forte concorrência. Nesse sentido, quando pensamos em empresas que podem ser mais defensivas para a carteira, podemos pensar em empresas que possuem produtos com demanda inelástica (ex: farmacêuticas, empresas de telefonia, saneamento, energia).

Da mesma forma, se estivéssemos diante de incertezas com relação ao PIB, poderíamos diminuir a exposição a empresas que tem alta elasticidade renda da demanda (roupas, calçados, montadoras e varejo no geral). Dessa forma, é de suma importância que o investidor tenha uma boa noção de elasticidade ao considerar as empresas nas quais vai investir, podendo assim ponderar melhor os riscos utilizando esse recurso.

Referências

MANKIW, N. G. Introdução à Economia. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2009.

Natanael Liberalino
Natanael Liberalino
Certificado de Especialista em Investimentos – CEA/ANBIMA
Estudante de Economia

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