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Análise técnica: aprenda o gerenciamento de risco dos grandes traders

01/09/2020 às 15:00

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Neste texto, você aprenderá sobre as técnicas de gerenciamento de risco dos grandes traders na análise técnica. Assim, os seguintes tópicos serão abordados neste artigo:

  • Gerenciamento de risco: entenda o conceito
  • Técnicas de gestão de risco: coloque em prática
  • Outros aspectos: fique atento aos riscos operacionais
  • Considerações finais: o gerenciamento de risco é algo pessoal

Boa leitura!

Ilustração de mente com a frase aprenda o gerenciamento de risco dos grandes traders

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Gerenciamento de risco: entenda o conceito

Gerenciamento de riscos é o processo de planejar, organizar, dirigir e controlar os recursos humanos e materiais de uma organização, no sentido de minimizar ou aproveitar os riscos e incertezas desse ambiente. Trazendo essa definição teórica para as operações de mercado, seria: processo de planejar, organizar, dirigir e controlar os processos operacionais, recursos financeiros, margens de garantia, entradas e saídas operacionais, no sentido de minimizar ou aproveitar os riscos e incertezas sobre seus investimentos.

Técnicas de gestão de risco: coloque em prática

Ao longo dos anos, com o amadurecimento do mercado de investimentos no brasil, foram desenvolvidas métricas de gerenciamento de risco para swing trade e day trade. Essas técnicas funcionam como regras de bolso para muitos investidores. Sendo assim, não necessariamente você precisa concordar com nenhuma delas, mas tentar encontrar algo possa servir para o seu operacional.

Métodos de procurar oportunidade

Sempre compare seu stop ao alvo na operação. Muitas vezes, os operadores utilizam stops muito maiores que os retornos possíveis que a operação pode proporcionar. Esse tipo de conduta pode ser aceitável em estilos operacionais como scalper trade e, ainda assim, necessita de bastante disciplina. Sendo assim, a estratégia de retorno 3 para 1 é bem conhecida entre os traders, em que se busca 3 unidades de retorno para um risco de unidade de perda, caso a operação dê errado. É importante deixar claro que existem variações dessa mesma “regra de bolso”, como 2 para 1 ou até mesmo 1 para 1.

Pontos de stop

Ter o stop no local certo faz muita diferença na hora de uma operação. Ele precisa ser em um ponto em que existe uma defesa natural dos players e ao mesmo tempo deve ser em uma região pouco óbvia de onde todos os outros players tendem a colocar seus stops. Hoje há muitos agentes do mercado buscando apenas stops de operadores menores que não possuem margem para resistir a grandes oscilações, ou vão stopar por questões devido a estratégia pré-definida. Sendo assim, tente entender onde ficam esses pontos antes de entrar na operação e caso queira colocar em um ponto mais comum seu stop, como embaixo de um fundo técnico, fique atento para entender se aquele movimento tem fundamento ou se é fruto da volatilidade.

Alvos operacionais

Os alvos operacionais devem ser colocados com lógica, não devem ser apenas números que você define de acordo com o que tem de meta naquele dia (falaremos de meta na gestão de risco). Sendo assim, procures alvo próximos a resistências, suportes, pontos importantes de Fibonacci, números que psicologicamente tem força no mercado, como números fechados (30, 00, 10, 50). Importante ressaltar que é interessante deixar um pouco abaixo caso seja uma compra ou um pouco acima caso seja uma venda quando a operação estiver vindo sem força. Isso acontece porque perto desses pontos o mercado pode começar um processo de realização e não chegar no seu alvo.

Parciais

Muitos operadores fazem entradas e saídas parciais. Ou seja, sabe aquela história de que você deve diversificar, então, porque não fazer isso nos preços em que você está comprando ou vendendo posição? Sendo assim, defina a região ou os pontos em que você pretende entrar e divida seus lotes entre eles. O mesmo serve na hora em que você for sair da posição, principalmente quando você estiver confiante que ela pode ir muito mais, mas ainda tem um pouco de medo de perder seus ganhos. Nesses casos, fazer “zeragens” parciais pode ser uma opção interessante.

Respeite sua capacidade financeira

Não opere no limite da margem da corretora, essa afirmação é quase um dogma entre todos os traders profissionais. Muitas corretoras oferecem contratos de mini índice por 30, 40 reais, sendo que esse tipo de alavancagem é praticamente suicida. Sendo assim, se indica que você tenha pelo menos 15% da margem do contrato ou papel que você escolheu operar, pois, se você seguiu os passos abordados acima, a margem não é o problema, o problema é como está sendo gerenciada. Sendo assim, caso você esteja pensando que não tem como operar dessa forma porque não tem condições financeiras, talvez seja o caso de procurar alternativas mais conservadoras e continuar se educando até o momento em que se sentir confortável e tiver condições de assumir esses riscos.

Tenha metas de ganho e de perda, principalmente de perda

Saber a hora de parar é uma das grandes habilidades que um operador deve ter. Sendo assim, defina quanto você pretende perder por por mês, de forma que você não fique desesperado no fim do mês caso tenha perdido todos os dias (baseado naquilo que você de fato tem capacidade financeira para buscar), dívida esses valor pelo o número de dias uteis do mês tenha o valor que você pode perder em cada pregão sem extrapolar o limite de perdas.

Juntando tudo

Tenha um plano de trade, você já deve ter ouvido por aí a frase de Mike Tayson “todo mundo tem um plano até levar o primeiro soco”, ela é muito boa, mas não é desculpa para abandonar o planejamento, ou não estudar o mercado antes de começar o dia. Saber quais são os pontos importantes, o que vai fazer em uma série de situações, automatiza e gera alguns processos que podem impedir que você perca totalmente a disciplina e passe a operar sem nenhum parâmetro. Sendo assim, todo trading plan robusto deve conter:

  • Pontos importantes
  • O que fazer se o mercado cair, subir ou ficar de lado
  • Meta de Loss e Gain
  • Saber qual ou quais ativos você irá operar
  • Notícias que impactam o ativo

Isso é o básico, estudar os dados que a plataforma de operação (Profitchart, Tryd) fornece sobre suas operações (caso não tenha nenhuma delas, a boa e velha planilha de Excel também é bem-vinda) também é um método interessante para melhorar a gestão de risco.

Outros aspectos: fique atento aos riscos operacionais

O mercado tem vários riscos, o mais conhecido talvez seja o risco de mercado. No entanto, temos o risco legal, risco de negócio, risco operacional e muitos os outros riscos que são relevantes para determinadas tarefas. Nesse sentido, quero chamar atenção para os riscos operacionais. Sendo assim, para gerenciar e mitigar melhor seus riscos, tenha certeza que sua internet é de qualidade e estável, se possível tenha backup. Além disso, busque uma máquina que tenha condições de rodar os programas que você utiliza para operar.

Se possível, tenha um no break, nunca se sabe quando a energia pode acabar com uma posição aberta. Tenha o contato da mesa corretora para o caso de um problema operacional. Isso aqui pode ser besteira para você que está começando agora, mas imagine um dia no qual o mercado está extremamente volátil e acontece algum dos itens citados acima. Você pode tomar um prejuízo considerável em alguns minutos, sendo assim, esteja preparado!

Considerações finais: o gerenciamento de risco é algo pessoal

A gestão de risco, assim como a estratégia de investimento, deve ser algo pessoal, você deve adaptá-la para que seu financeiro e sua mente se sintam confortáveis em cumprir tais condições. O mais importante é criar parâmetros que te protejam de você mesmo em momentos de “fúria” ou situações que ainda são pouco convencionais no começo. Isso pode economizar tempo de amadurecimento e bastante dinheiro. Se possível, deixe esses parâmetros e checklists visíveis, principalmente quando estiver operando.

Natanael Liberalino
Natanael Liberalino
Certificado de Especialista em Investimentos – CEA/ANBIMA
Estudante de Economia

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