TC Mover
Mover

Dólar retorna aos R$4 e Ibovespa futuro desaba com aversão ao risco global em escalada forte

Postado por: TC Mover em 13/05/2019 às 10:24

Os mercados locais de câmbio, juros e renda variável mostram forte desempenho negativo na manhã desta segunda-feira, refletindo o aumento da aversão ao risco por conta da escalada nas tensões comerciais entre Estados Unidos e China e da decisão desta última de retaliar com uma elevação das sobretaxas às importações americanas.

 

O investidor deve ficar atento ao noticiário sobre as negociações comerciais, especialmente se as delegações acertarem mais um encontro para esta semana. O mercado começa a segunda-feira em um tom muito pessimista com a decisão da China de elevar as tarifas em quase US$60 bilhões de importações americanas e as ameaças do presidente americano, Donald Trump, no Twitter, de que uma retaliação faria a China sofrer. O índice VIX disparou mais de 20% no pregão asiático de hoje, pressionando as bolsas mundo afora e elevando a demanda por ativos seguros.

 

“O mercado inicia o dia em queda generalizada e aparentemente este fator deve continuar influenciando o humor dos investidores” ao longo do dia, disse Pedro Galdi, analista da Mirae Asset Corretora. O investidor também olha com atenção para os desdobramentos políticos, especialmente os relacionados à tramitação da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara e a passagem da MP da Reforma Administrativa. O presidente Jair Bolsonaro pedirá ao ministério da Economia para corrigir pela inflação a tabela do Imposto de Renda em 2020. Amanhã, a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Banco Central deve dar uma ideia melhor sobre os próximos passos da autarquia.

 

BOLSA: O futuro do Ibovespa caía pelo terceiro dia seguido e registrava sua pior queda em um mês com a escalada na aversão ao risco. O indicador recuava 1,60% a 92.800 pontos às 09h44.

 

CÂMBIO: O câmbio futuro subia pelo terceiro dia na B3 ante o real brasileiro, avançando 1,2% a R$4,0050 – maior patamar em quatro pregões. A demanda por proteção contra uma alta ainda maior da moeda americana está vindo de tesourarias e de investidores financeiros, disse um trader.

 

JUROS: A curva de juros ajusta em bloco para cima, com os prazos mais longos subindo mais fortemente que nos prazos curtos. O movimento, clássico de aversão ao risco, segue a tendência de piora na desvalorização do real – obrigando o investidor a demandar mais prêmio para deter ativos brasileiros.

 

EUA: Os futuros das bolsas americanas tinham sua pior queda em três pregões com a piora da situação entre EUA e a China. O dólar americano se desvalorizava ante seus pares, refletindo uma forte queda no rendimento dos títulos de dívidas do governo e maior aversão ao risco. O petróleo subia, na contramão das commodities metálicas ex-ouro, com o acirramento das tensões geopolíticas no Golfo Pérsico.

Mover Pro

Informação, análises e ideias de investimentos 24/7

Experimente 7 dias grátis