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De cara na tela: sentimento será ferramenta para proteger, elevar retornos em 2020

Postado por: TC Mover em 26/12/2019 às 9:45

O ano que passou foi excelente em termos de retornos, mas a volatilidade deu trabalho ao investidor. Guerra comercial, novo governo no Brasil, turbulência política na América Latina, febre suína, desaceleração mundial, taxas de juros negativas: foram muitas incertezas que deixaram o mercado desnorteado por longos períodos. Felizmente, o sentimento – chamado de espírito animal por muitos economistas – manteve viés de alta ao longo do ano, ajudando os preços dos ativos a aumentarem os ganhos assim que o pessimismo acabava. Para membros experientes do TC e gestores que consultamos, o investidor precisa ficar de olho nos sinais e nas métricas de sentimento para se preparar: 2020 vai ser um ano tão volátil quanto 2019.

 

De acordo com David Larew, grafista com a conta “ThinkTankCharts” no Twitter, uma série de gráficos do mercado americano mostram otimismo exacerbado, mas tão frágil, que tudo pode mudar rapidamente com uma manchete inesperada. Daí, ele sugere, a necessidade de prestar mais atenção em dados sobre o estado de humor do investidor para decidir os próximos passos. No ano que vem teremos Brexit e eleição americana, continuação da guerra comercial, tensão geopolítica com o petróleo, avanço da discussão sobre impostos ao comércio digital e, no Brasil, a Fase II das reformas, eleição municipal e um ano de juros baixos. Membros experientes do TC como Daniel Alberini, gestor da CTM Investimentos, defendem que não há nenhuma métrica que dê 100% de certeza sobre a direção futura do mercado. Embora as medidas de sentimento forneçam algum detalhe de como funciona a mente do investidor individual ou institucional, elas precisam de dados fundamentalistas e de fluxos para dar mais solidez à tese de investimento.

 

O otimismo dos investidores pessoa física nos Estados Unidos atingiu 44,1% neste final do ano, acima da leitura média de longo prazo de 38%, segundo o AAII, o indicador de sentimento da American Association of Individual Investors. Já o Índice Medo e Cobiça da CNN Business começa 2020 no território de “extrema cobiça”, com seis dos sete subíndices que o compõem rondando o otimismo – só a volatilidade que se encontra em território médio. Essa leitura de sentimentos tende a ser mais útil em extremos. Em termos de fluxos, que nos EUA se mostraram fortemente inclinados para a saída em meses recentes, o diagnóstico é que o mercado de ações continuará ditando o rumo dos mercados de risco globais. O retorno total acumulado no ano para o índice S&P 500 é de 31,1%; o índice MSCI Emerging Markets entregou retorno de 18% até agora.

 

 

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