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Copom mantém juro e recomenda ‘cautela’ para lidar com risco externo

Postado por: TradersClub em 06/02/2019 às 18:36

O Banco Central manteve hoje a taxa básica de juros Selic inalterada pela sétima reunião seguida, e alertou que o risco de uma desaceleração econômica nos países ricos, assim como a agenda de reformas estruturais, traz mais desafios para a condução da política monetária nos próximos meses.

 

Em decisão unânime, o comitê de política monetária do BC, conhecido como Copom, deixou a Selic em 6,50% ao ano, conforme o consenso de mercado. Trata-se do menor nível do juro básico na série histórica do BC. Essa provavelmente foi a última reunião do colegiado sob o comando de Ilan Goldfajn, quem deverá ser substituído por Roberto Campos Neto, que passará por sabatina no Senado ainda neste mês.

 

“O Copom avalia que cautela, serenidade e perseverança nas decisões de política monetária, inclusive diante de cenários voláteis, têm sido úteis na perseguição de seu objetivo precípuo de manter a trajetória da inflação em direção às metas,” disse o comunicado.

 

Nele, o Copom também destacou que a recuperação da economia brasileira continua em ritmo gradual; que o cenário se tornou ainda mais desafiador para os países de mercados emergentes, como o Brasil, por conta da crescente aversão ao risco e a desaceleração vista nos países mais ricos; que vê as medidas de inflação subjacente, ou núcleos, em níveis apropriados; que há riscos em ambas as direções para a inflação no cenário básico, com peso altista maior pelos riscos vindos do exterior; que o balanço de riscos se mantém compatível com a convergência da inflação às metas; que a percepção de continuidade da agenda de reformas afeta as expectativas e projeções macroeconômicas correntes.

 

No cenário com juros constantes a 6,50% e taxa de câmbio constante a R$3,70 por dólar, as projeções para a inflação situam-se em torno de 3,9% para 2019 e 4,0% para 2020 – ambas abaixo e em linha com as metas oficiais, respectivamente.

 

O contrato para o DI com vencimento em janeiro próximo subiu menos de 1 ponto-base para 6,375%; já o de janeiro de 2021 subiu 2 pontos, para 7,02%.

 

(Foto: Ilan Goldfajn/Divulgação)

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