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Bolsa supera 95 mil com sinais de agilidade para Previdência na CCJ; reunião sobre Petrobras em foco

Postado por: TC Mover em 16/04/2019 às 13:58

A bolsa brasileira operava no azul no começo da tarde desta terça-feira, com o mercado mais animado após o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, pedir agilidade no processo de aprovação da reforma da Previdência, demonstrando insatisfação com mais um adiamento na votação da PEC no âmbito da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

 

A votação na CCJ foi adiada para a semana que vem, após um acordo entre o líder do governo na Câmara, major Vítor Hugo, e a oposição. No entanto, no início desta tarde, o presidente da comissão, deputado Felipe Francischini, falou em articular para acelerar a sessão de votação da PEC.

 

Segundo o diretor da Mirae Asset Corretora, Pablo Spyer, outro fator que pesa a favor da subida da B3 é “a impressão de boa articulação do governo com líder dos caminhoneiros”.

 

O mercado também está atento às novidades a respeito da política de preços da Petrobras: nesta tarde, o presidente Jair Bolsonaro irá se reunir com o presidente da estatal, Roberto Castello Branco, com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e outros representantes do governo e do setor para discutir a questão do preço do diesel, que teve seu reajuste adiado na semana passada após intervenção do próprio Bolsonaro, o que fez os papéis da petroleira despencarem.

 

BOLSA: O índice Bovespa avançava 2,10%, a 95.036 pontos, na máxima do dia, puxado pelos papéis ligados ao setor de proteínas, com liderança de JBS ON, que tinha alta de 10,32%, com as notícias de peste suína na China e da possibilidade de ampliação do mercado para as companhias brasileiras no país asiático, na esteira de negociações bilaterais agendadas para maio. Já a Petrobras, assunto do momento, tinha alta de 3,90% no papel PN, negociado a R$26,94, na expectativa de algum anúncio sobre sua política de preços.

 

CÂMBIO: O dólar futuro subia 0,55% a R$3,897, e chegou a R$3,898 na máxima – maior cotação em 11 dias – em linha com o avanço da moeda americana nos mercados internacionais. O desconforto com o adiamento da reforma, a produção industrial fraca nos Estados Unidos e a expectativa com o crescimento do PIB da China podem manter o câmbio pressionado ao longo do pregão, disseram operadores.

 

JUROS: Os juros avançavam em bloco, de olho nas discussões sobre a reforma da Previdência na CCJ e a reação do colegiado aos pedidos de Maia por maior celeridade.

 

EUA: O exterior operava ameno, com os índices americanos avançando neste início de tarde: o Dow Jones Industrials registrava alta de 0,15% às 12h20 e o S&P500, de 0,17%.

 

(Foto: Petrobras/Agência Brasil)

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