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Bolsa opera instável na véspera do vencimento de opções; dólar oscila com exterior, de olho em decisões monetárias

Postado por: TC News em 13/09/2019 às 14:37

Ansiosos pelas decisões de juros nos Estados Unidos e no Brasil na próxima semana, os investidores tiveram, nesta sexta-feira, sinalizações do que pode vir pela frente. Indicadores americanos e brasileiros sustentaram a tese de redução das taxas básicas e deixaram o mercado mais otimista. O sentimento de bom humor também é amparado pela menor tensão na disputa entre Estados Unidos e China. No entanto, a proximidade do vencimento de opções sobre ações, que acontece na segunda-feira, deixa os papéis instáveis e pesa no índice, que oscila ao longo da manhã, embora com viés de alta.

 

Os dados da atividade econômica de julho medidos pelo IBC-Br, do Banco Central, divulgados nesta manhã, mostraram alta de 1,31% na base anual, acima do consenso de 0,55%. A variação mensal mensal, no entanto, foi negativa em 0,16%, mas melhor que o consenso, de queda de 0,30% – ainda assim foi o bastante para que o investidor reforçasse suas apostas em um corte na taxa Selic na próxima semana. O contrato de juros para janeiro próximo, que reflete as expectativas para a taxa básica no final deste ano, recuou 1 ponto-base para 5,25%, nova mínima histórica intradia, após a divulgação do índice.

 

Os investidores esperam que a Selic chegue a 5,00% ao ano ou menos nos próximos meses, segundo o boletim Focus. Em relatório divulgado na manhã de hoje, o Bank of America Merrill Lynch diz esperar que o Banco Central mantenha uma política agressiva de reduções nos juros, na esteira da recuperação mais lenta da economia em duas décadas. Mesmo com o impacto positivo gerado pela agenda pró-mercado e pró-negócios do governo do presidente Jair Bolsonaro e da passagem da Reforma da Previdência – além a discussão de outras no Congresso – o BofA pondera que há a necessidade de mais incentivos para os investimentos no setor privado e no consumo.

 

O âmbito político local mais calmo também tem favorecido os ativos de renda variável. O governo brasileiro ainda tenta lidar com a demissão do secretário especial da Receita, Marcos Cintra, em busca de um substituto. Segundo matéria do jornal O Globo, citando fontes da equipe econômica, a saída de Cintra preocupou membros do time de Guedes, que temem que o movimento sinalize um afrouxamento do compromisso do presidente Jair Bolsonaro com a agenda de reformas.

 

No exterior, os Estados Unidos divulgaram dados do varejo hoje pela manhã, com variação mensal acima do consenso. O índice de confiança do consumidor, medido pela Universidade de Michigan, também superou o esperado. Os indicadores reforçam as apostas de corte nos juros americanos na reunião do comitê de política monetária do Federal Reserve na próxima quarta-feira. As bolsas operam em alta, com o índice Dow Jones Industrials subindo pelo oitavo dia consecutivo pela primeira vez em mais de um ano, em meio a um sentimento mais otimista quanto às conversas entre China e Estados Unidos. O índice sobe 0,21%, a 27.239 pontos, e caminha para superar a máxima intradiária. O S&P500 sobe 0,10%, a 3.012 pontos.

 

O Ibovespa passa por uma sessão instável e cai 0,15%, a 104.217 pontos, oscilando entre a tendência positiva do exterior e o viés mais negativo gerado pelo vencimento de opções, que tem a ponta vendedora predominando, com pressão maior sobre ações mais líquidas. Segundo traders e membros experientes do TC, dificilmente o índice perde o patamar dos 104 mil pontos, depois de tê-lo ultrapassado nos últimos dias, devido ao cenário menos conturbado e à espera das reuniões de política monetária da próxima semana. O dólar futuro opera em queda de 0,04%, a R$4,062, após atingir a mínima de R$4,046.

 

Entre os destaques do Ibovespa, a Marfrig ON lidera ganhos, com alta de 3,33%; a companhia dobrou sua capacidade de produção após ter mais plantas autorizadas a exportar para a China. Localiza ON é a que mais perde, com recuo de 2,09%; a empresa aprovou ontem a emissão de R$500 milhões em notas promissórias. Entre os destaques da sessão, Petrobras PN cai 0,07% no final da manhã, após operar em alta; a empresa divulgou teaser de venda de refinarias.

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