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Bolsa despenca mais de 2% e dólar bate R$3,96 com tensão política

Postado por: TC Mover em 27/03/2019 às 13:11

O mercado brasileiro piorou bastante desde o fim da manhã, com a bolsa despencando mais de 2% e o dólar disparando quase 2% para a máxima de R$3,96, maior nível desde o fim de novembro, como reflexo da percepção de desarticulação política que pode atrasar o avanço da reforma da Previdência no Congresso.

 

Desde o início do dia, os ativos brasileiros sofriam perdas após a derrota do governo na votação na Câmara, ontem à noite, que tirou o controle do Executivo sobre o Orçamento – visto como um sinal de piora para as chances de aprovação da reforma no Congresso. A tendência negativa piorou após a notícia de que o ministro da Economia, Paulo Guedes, cancelou palestra no Goldman Sachs por conta da crise entre o presidente Jair Bolsonaro e o Legislativo.

 

“A aprovação da PEC foi um símbolo: o corporativismo reagindo às mudanças no governo. Tem uma queda de braço entre o governo e a própria situação, que é o que dói mais. Mercado fica tenso e volátil, à mercê das expectativas, porque a solução é algo que não tem como ser medido, nem mensurado, nem projetado”, avalia Jason Vieira, economista da Infinity Asset.

 

“Talvez o mercado tenha sido otimistas demais. Em dois meses e meio, o Ibovespa passou de 75.000 para 100.000, é um movimento bastante forte. Ambiente político, combinado com cenário externo pior fez o mercado cair na real. Agora, se continuar saindo notícia ruim, o dólar pode bater R$4 tranquilamente”, diz Flavio Serrano, economista do Haitong.

 

Por volta das 12h20, o dólar futuro operava com valorização de 1,84% a R$3,949 após atingir R$3,96 há pouco, maior patamar desde o fim de novembro. Os juros futuros subiam em bloco, com o contrato para janeiro de 2025 avançando 15 pontos-base para 9,070%, nível mais elevado desde dezembro.

 

Na renda variável, o índice Bovespa recuava 2,40% a 93.018 pontos, já tendo chegado a 92.601 pontos na mínima, também acompanhando o mau humor externo, sob preocupações persistentes a respeito da desaceleração da economia mundial. As perdas eram generalizadas no Ibovespa, com destaque negativo para estatais, como Banco do Brasil e Petrobras.

(Foto: Congresso/Agência Brasil)

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