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Nova projeção de economia com reforma amortece impacto de retirada de BPC, rural

Postado por: TC Mover em 25/04/2019 às 14:45

A esperada remoção das mudanças no benefício de prestação continuada e na aposentadoria rural da reforma da Previdência devem ter um impacto muito menor do que o imaginado pelo mercado, em parte pela ênfase da proposta na extensão do tempo obrigatório de contribuição e na redução das disparidades nas aposentadorias dos servidores públicos.

 

Em documento divulgado pelo Ministério da Economia nesta quinta-feira, a economia prevista para os próximos dez anos, com a aprovação de todas as mudanças propostas pelo governo no sistema geral da Previdência, feita em fevereiro, aumentaria de R$1,16 trilhão para R$1,236 trilhão em dez anos. Isso pela inclusão, nas estimativas, dos parâmetros para o Orçamento da União do ano que vem. Tirando o BPC e a aposentadoria rural, a economia projetada cairia de R$1,236 trilhão para R$1,108 trilhão.

 

As mudanças no BPC e na aposentadoria rural estão entre os principais pontos questionados por parlamentares no texto original da reforma. Duas semanas atrás, líderes de mais de uma dúzia de partidos manifestaram apoio à reforma na medida em que as alterações no BPC, nas transferências de aposentadorias a idosos de baixa renda, e na aposentadoria rural fossem retiradas do texto. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, também tem expressado sua rejeição a esses pontos.

 

O governo defende que as mudanças previdenciárias, ao menos, permitam manter a meta de ultrapassar R$1 trilhão de economias nos próximos dez anos, para permitir a implementação de um sistema de capitalização – pelo qual cada trabalhador contribuiria para complementar sua própria aposentadoria. Mesmo assim, hoje, em café da manhã com jornalistas, o presidente Jair Bolsonaro admitiu que a reforma pode terminar trazendo uma economia de R$800 bilhões em dez anos; se for menor, o país estará condenado ao “caos” e ficará em situação financeira similar a da Argentina.

 

A implementação da comissão especial da Câmara, que deve estudar o mérito da proposta e que terá como relator um deputado alinhado com o discurso do governo, além da divulgação das novas estimativas de economia da reforma, puxava o Ibovespa para alta de 0,9% para 95.920 pontos e derrubou o dólar futuro para R$3,9650, disseram gestores.

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