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Mais rico com a alta da JBS, Joesley Batista se considera ‘arquivo vivo’ e vive recluso, diz Veja

Postado por: TC Mover em 05/04/2019 às 12:56

O empresário Joesley Batista, cujo acordo de delação em maio de 2007 acabou com a reforma da Previdência do governo Michel Temer e levou à pior queda na bolsa em nove anos, se sente ameaçado e vive recolhido em sua mansão, em São Paulo, por se considerar um “arquivo vivo”. Solto e mais rico após os ganhos na ação da JBS, empresa da qual é um dos maiores acionistas, sente-se “um prisioneiro da própria delação”, disse à revista Veja em matéria publicada nesta sexta-feira.

 

Dono de uma fortuna estimada em R$5 bilhões pela revista Forbes, Batista – cuja família é a maior acionista da JBS e do grupo J&F – mudou sua rotina, seu visual e, aparentemente, somente sai de casa para levar o filho mais novo à escola, visitar os pais ou acompanhar a esposa, uma ex-apresentadora de jornal, em exames de pré-natal. Será o segundo filho do casal e o quinto de Batista, que já tem três netos. Segundo a reportagem, que não disse como obteve as informações, Joesley Batista circula num Porsche Cayenne blindado, e tem um grupo de 12 seguranças a seu serviço.

 

Os problemas legais de Joesley Batista só aumentaram depois da sua prisão em setembro de 2017, após a Procuradoria Geral da República acusá-lo de omitir informações na delação. A PGR, à época, também pediu a rescisão do acordo, que, se for aceita, acabará com a imunidade judicial concedida a Batista. A autarquia vê Batista como um inimigo após acusar um procurador, Ângelo Goulart Villela, de receber propina de R$50 mil reais mensais para passar informações privilegiadas a seu grupo econômico em relação à Operação Greenfield, que apura desvios de recursos de fundos de pensão para as empresas da família Batista.

 

Mesmo assim, a ação da JBS já mais do que triplicou de valor desde maio de 2017, quando tocou seu menor patamar em cinco anos com a delação. A saída dos irmãos Joesley e Wesley Batista do dia a dia da companhia, os esforços para melhorar a governança e a melhora operacional, além do ciclo favorável de proteínas no mundo, permitiram que o papel se recuperasse e fosse recomendado como compra por nove de 14 analistas seguidos pelo TC. Às 11h05 de hoje, o papel disparava 4,5% a R$16,49 – acumulando alta de 42% no ano.

 

(Foto: Joesley Batista/Agência Brasil).

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