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Maduro pode cair? Dívida da Venezuela dispara com caos

Postado por: TradersClub em 24/01/2019 às 13:31

A Venezuela vive mais um capítulo da sua conturbada história recente: em meio a protestos contra o presidente Nicolás Maduro, e desta vez aderiram até os bairros mais pobres de Caracas, que costumam ser leais ao chavismo, o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, jurou a Constituição e se autoproclamou presidente interino. Os investidores apostam que, desta vez, Maduro não resiste.

 

Ainda ontem, o presidente americano, Donald Trump, reconheceu Guaidó como o chefe de Estado do país – levando Maduro a romper relações com os EUA. Outros países fizeram o mesmo que Trump, entre eles Colômbia, Canadá, Peru, Chile e Brasil. Já os que apoiam o regime atual incluem Cuba, Rússia, China, Irã e Turquia, “as autocracias de sempre,” na opinião do economista e professor Carlos Góes.

 

Para nosso contribuidor TC Guillermo Parra-Bernal a “ilegitimidade, má gestão e polarização extrema são as causas deste imbróglio.” A Venezuela vive uma complexa crise política e econômica, que se alastra por quase seis anos, desde a posse do presidente Nicolás Maduro, eleito pela primeira vez em abril de 2013 e reeleito em 2018 por meio das eleições presidenciais. Maduro não parece interessado em pacificar o país e dar volta atrás em anos de escolhas de política econômica errática, que geraram hiperinflação, grave desabastecimento de alimentos e produtos básicos e uma recessão sem precedentes, diz Parra-Bernal.

 

Enquanto ao futuro do regime, é cedo para saber se Maduro cairá, diz Parra-Bernal. Hoje ele conta com o apoio das Forças Armadas, às que ele deu o comando dos ativos mais valiosos do país: a Faixa do Orinoco, que tem as maiores reservas descobertas de petróleo no mundo; a maior operadora de telefonia e a companhia de eletricidade mais importante do país.

 

Por ora, não existem sinais evidentes de que esse apoio esteja diminuindo. Já os mercados acham que Maduro cai: os preços dos títulos de dívida externa da Venezuela dispararam hoje e atingiram seu maior valor em dois anos.

 

(Gráfico: Mapa de países que apoiam Maduro (vermelho) e que o rejeitam (azul) – Carlos Góes)

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