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Investidor de olho na Previdência dos militares: haverá demora?

Postado por: TC Mover em 18/03/2019 às 9:55

Por: Editores TC News

 

Representantes do Ministério da Defesa se reuniram com o secretário especial de Previdência, Rogério Marinho, e o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, no fim de semana para discutir o projeto que muda as regras das aposentadorias dos militares – que é a que mais custa aos cofres públicos e que poderia ser mais blindada de mudanças pelo presidente Jair Bolsonaro, um ex-militar.

 

O texto enviado pelo Ministério da Defesa ao Ministério da Economia na semana passada assegurava reajuste anual para os militares das Forças Armadas; a imprensa especula de que esse ponto específico desagradou a equipe econômica. A ampliação do bônus na passagem para a reserva de quatro para oito remunerações e a previsão de que os gastos com aposentadorias da categoria devam subir antes de começar a cair não agradaram nem Guedes, nem sua equipe.

 

Quaisquer notícia relacionada com a Previdência marcará o ritmo de alta, ou queda, do Ibovespa, que se encontra a menos de 1% de atingir a marca inédita dos 100 mil pontos. O adiamento da apresentação formal da proposta de reforma para os militares à Comissão de Constituição e Justiça pode prejudicar a tramitação do texto na Câmara e, potencialmente, furar a estimativa de votação do projeto no plenário, até julho – o que não é precisamente o que o investidor deseja.

 

Segundo o presidente da CCJ, deputado Felipe Francischini, mesmo que o governo cumpra a promessa de enviar o projeto dos militares no dia 20 de março, dificilmente haverá tempo para que o escolhido apresente o relatório nos dois dias seguinte. Isso só deve acontecer no dia 26 de março.

 

Os militares geram o maior rombo previdenciário per capita aos cofres públicos. Em 2018, enquanto o déficit individual do INSS foi de cerca de R$5 mil, entre os militares superou os R$100 mil, segundo dados do ministério da Economia. A categoria militar corresponde a 22% da despesa e 30% do déficit financeiro da Previdência.

 

(Foto: Bolsonaro e militares – Jornal DCM)

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