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Estilo Bolsonaro eleva tensão na aprovação da reforma, avalia UBS

Postado por: TC Mover em 03/04/2019 às 10:39

A campanha eleitoral do presidente Jair Bolsonaro, que enfatizou a luta contra a corrupção e a promessa de ressuscitar a economia após o desastre criado pelos governos do PT mediante a implementação de reformas liberais está gerando mais tensão no âmbito político – e obstáculos para aprovar a reforma da Previdência, de acordo com economistas do UBS.

 

Para eles, a natureza “antiestablishment” do governo Bolsonaro tornou mais difícil trabalhar com o Congresso e está criando grande insatisfação entre os parlamentares: eles citam a pesquisa da Arko Advice, com 109 deputados, que mostra 60,55% dos entrevistados dizendo que a relação com o poder Executivo é ruim ou péssima, contra 17,4% em fevereiro.

 

No entanto, a equipe do UBS ainda vê uma alta probabilidade de a reforma da Previdência ser aprovada, por ter amplo apoio entre os governadores, que enfrentam sérios problemas em seus próprios sistemas de pensão, os prefeitos, que estão em uma posição melhor atualmente, mas que podem ver problemas no futuro, e o setor privado, que acredita que as condições econômicas não melhorarão sem a necessária mudança no regime das aposentadorias.

 

Ato contínuo, o Congresso não gostaria de ser apontado como o responsável pelo descalabro das finanças públicas, de uma alta nos juros e no dólar, assim como um atraso na retomada da economia se a reforma não for aprovada. No entanto, “o risco de uma redução da economia fiscal total da reforma é real”, disse o UBS em relatório, citando a relação conturbada entre os poderes Executivo e Legislativo. Os atrasos também devem se manter como motivo de preocupação real do mercado.

 

Depois da votação na CCJ, a Comissão Especial na Câmara deve começar a trabalhar na redação e ajustes ao texto aprovado na CCJ, e o tom da discussão e a posição assumida pelos chamados membros do “Centrão” serão fundamentais – e fonte de muito ruído. Para o UBS, essa questão será uma “indicação antecipada de como a proposta sairá para o plenário” e se obterá o apoio dos 308 votos necessários no plenário da Casa.

 

(Foto: Jair Bolsonaro/Agência Brasil)

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