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Em semana encurtada por feriado, FOMC é destaque; no radar, Covid-19 no Brasil: Espresso

Postado por: TC Mover em 08/06/2020 às 8:31

Os touros estão de volta e, nesta segunda-feira, os futuros dos índices acionários americanos avançam com o petróleo, testando o crescente apetite do investidor por ativos de risco. São 33 dias de um “rali do urso” inabalável. Na Europa, os sinais de correção de hoje não parecem alarmantes, mas relacionados com o ritmo de reabertura das economias da região, os dados de hoje de produção industrial na Alemanha e a leitura do indicador Sentix de sentimento do consumidor, que veio pior do que o esperado. O dólar recua ante moedas pares e se encontra a caminho da maior sequência diária de quedas em pouco menos de nove anos. A cotação do petróleo Brent atingia os US$43 por barril pela primeira vez em três meses, na expectativa de menor produção à frente. E o minério de ferro disparou depois que a Justiça de Minas Gerais interditou o complexo da Vale em Itabira após uma explosão nos casos de coronavírus na região.

 

Os ativos de risco, especialmente nos mercados emergentes como o Brasil, estão com tanta moral que é difícil ver alguma coisa no horizonte atrapalhando. Após o surpreendente relatório de empregos formais dos Estados Unidos da sexta-feira e a extensão do acordo de estabilização da oferta de petróleo pelos países membros da Opep+, o investidor redobra as apostas de uma recuperação econômica global relativamente mais rápido do que se imaginava. A volatilidade de uma cesta de moedas emergentes teve sua maior queda em nove anos na semana passada e o ETF EWZ, que replica uma cesta de ações brasileiras negociadas em Nova Iorque, está perto de completar sua maior alta corrida em 30 dias desde setembro de 2009. Há expectativa de que Federal Reserve manterá a taxa básica próxima de zero nesta quarta-feira, e que o tom dócil do presidente da autarquia, Jerome Powell, deprima a dólar – alimentando mais o apetite por ativos de países em desenvolvimento.

 

Agora que o Brasil registra na média 1 mil mortes diárias pelo coronavírus, o governo do presidente Jair Bolsonaro sumir com parte da divulgação de dados sobre a doença. Desde o início da pandemia, o Ministério da Saúde mantinha dados robustos sobre a disseminação e o alcance da doença que já matou mais de 37 mil pessoas no país. As informações desapareceram do site do Ministério, para serem substituídas no sábado por uma contagem que mostra apenas dados das 24 horas prévias. A mudança repentina provocou uma avalanche de críticas. Não é para menos: como o governo pretende convencer à opinião pública que não tenta ocultar a gravidade da crise de saúde pública que está afligindo o Brasil? Bolsonaro tem questionado repetidamente a exatidão dos dados – o que faria qualquer pessoa sensata duvidar de alguma manipulação. Quando um governo decide mexer com dados oficiais, é hora de ficar na defensiva. Traders dependem de dados confiáveis – não se esqueça disso.

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