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Em dia chave na CCJ, mercado está à procura de culpados por articulação pífia

Postado por: TC Mover em 23/04/2019 às 9:27

O atraso no andamento da reforma da Previdência, que hoje pode sair da Comissão de Constituição e Justiça para a comissão especial, mais de três semanas fora do calendário, é motivo de preocupação para o investidor, que já busca culpados e espera que o presidente Jair Bolsonaro se debruce na correção dos erros.

 

Mesmo sendo ele o primeiro responsável, por suas falas ambíguas quanto ao projeto e pela própria falta de engajamento, todos apontam o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, como o direto responsável pelo desgaste da pauta bem antes dos debates mais difíceis na Câmara.

 

“Com elegância e jeito, a turma do ministro Paulo Guedes se pergunta se Onyx não está ‘sobrecarregado’ com tantas frentes no Executivo e no Congresso. Sem nenhuma elegância e jeito, o líder Waldir aponta o dedo e cobra resultados. Quanto a Rodrigo Maia? Bem… Esse não tem muito a dizer de Onyx. Os dois já não se davam bem mesmo”, escreve a colunista Eliana Cantanhêde no jornal O Estado de S. Paulo de hoje.

 

A CCJ era a primeira e mais fácil parada da reforma, por simplesmente analisar se o projeto fere ou não princípios constitucionais. Em tese, a comissão não se debruça sobre o mérito das matérias, o que não impede que sejam feitas alterações. Sem base sólida na Câmara, o que gestores e traders Brasil afora atribuem a Lorenzoni, o governo também sofre com os achaques por parte de apoiadores do projeto, como os partidos do Centrão, que têm ressalvas em relação à PEC e à forma como o governo quer adiantar a tramitação.

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