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Detalhes sobre a tática chinesa nas conversas expõem riscos para acordo comercial

Postado por: TC Mover em 08/05/2019 às 10:20

Na noite de sexta-feira, chegou ao escritório do representante comercial dos Estados Unidos, Robert Lighthizer, proveniente da China, um texto de quase 150 páginas com reedições sistemáticas do pré-acordo comercial entre os dois países – situação que levou a presidente americano Donald Trump a anunciar a elevação das tarifas sobre US$200 bilhões de importações chinesas.

 

A Reuters, que fez a revelação em uma reportagem exclusiva, disse que o documento veio repleto de recuos em compromissos que os chineses acenaram por meses – enfraquecendo as principais demandas dos EUA por maior respeito à propriedade intelectual e aos segredos comerciais, o final das transferências de tecnologia forçada e da manipulação indesejada do iuan para fins comerciais.

 

A retirada da linguagem jurídica vinculante do pré-acordo, que feriu de morte a estratégia de Lighthizer e atingiu diretamente as chances de Trump obter dividendos políticos com a assinatura de um acordo – mostra como a tática chinesa de esperar até o último minuto pode impedir uma solução para a maior causa da desaceleração global dos últimos 12 meses. Hoje, Trump tuitou que a tentativa chinesa de dar para trás e renegociar os pontos do pré-acordo se dá na “esperança” de que eles possam negociar com um governo democrata “fraco” após a eleição de 2020. Mas “isso não vai acontecer,” disse, comemorando a viagem do vice-premiê chinês Liu He a Washington, nesta quarta-feira, para retomar as negociações.

 

(Foto: vice-premiê chinês Liu He/Reuters)

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