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Desemprego recua com vagas formais, desistências, diz IBGE; juros curtos caem

Postado por: TC Mover em 31/05/2019 às 12:36

A taxa de desemprego continua no Brasil recuou para 12,5% no trimestre encerrado em abril, um nível menor do que o projetado, refletindo uma maior criação de vagas formais e evidência de maior desalento na procura por trabalho em algumas regiões urbanas. Os contratos de juros futuros com vencimentos mais curtos recuaram com a notícia.

 

A desocupação atingiu 13,2 milhões de pessoas até o final do mês passado, segundo dados do IBGE divulgados hoje. No trimestre encerrado em março, o desemprego chegou a 12,7%, atingindo 13,4 milhões de pessoas. O consenso esperava uma taxa de 12,8%.

 

Apesar de o quadro do mercado de trabalho melhorar ligeiramente na margem, o desemprego permanece muito alto – colocando pressão negativa no desempenho da economia e na política de austeridade fiscal do presidente Jair Bolsonaro. O DI para janeiro próximo recuou 2 pontos-base para 6,315%, refletindo o alto nível de folga no mercado de trabalho que sugere, de forma mais ampla, “um risco muito baixo de pressão de custo ou de demanda sobre a inflação no curto prazo”, disse Alberto Ramos, economista-chefe do Goldman Sachs para a América Latina.

 

A população ocupada atingiu 92,4 milhões de pessoas, levemente acima da leitura dos três meses anteriores e 2,1% acima na base anual. Dados do Caged divulgados na semana passada mostraram que o país criou 129.601 empregos com carteira assinada em abril, melhor resultado para o mês em seis anos. No ano, porém, o ritmo segue abaixo do registrado no ano passado.

 

A população subutilizada, que atingiu 28,4 milhões de pessoas, é recorde da série histórica iniciada em 2012, com altas de 3,9% na base sequencial e 3,7% na base anual. Já o número de pessoas desalentadas, 4,9 milhões de pessoas até abril, aumentou 4,3% na base sequencial e 4,2% na base anual – reflexo da dificuldade de encontrar trabalho por conta dos baixos níveis de investimento na esteira de uma retomada econômica lenta e maior incerteza por conta da saúde fiscal do governo.

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