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Datafolha mostra eleição mais disputada para a esquerda em pregão pós-Copom

Postado por: TC Mover em 20/09/2018 às 8:05

À meia-noite de hoje, o Instituto Datafolha divulgou pesquisa eleitoral com ampla amostragem de eleitores: mais de 8.600 brasileiros foram entrevistados em 330 cidades. Os números confirmaram Jair Bolsonaro, o controverso ex-capitão que aos poucos toma o lugar como o favorito do mercado financeiro, liderando com folga nas intenções de voto, próximo ao patamar crítico de 30%. Ele abriu 12 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, Fernando Haddad, do PT, e 15 pontos sobre Ciro Gomes, do PDT. A luta pelo segundo lugar está acirrada, tirando fôlego da escalada recente de Haddad, o que pode acelerar a migração de votos úteis para Bolsonaro tentar ganhar a eleição no primeiro turno. Mesmo esta última sendo uma possibilidade remota, está crescendo, de acordo com nosso contribuidor TC e sócio fundador da Arko Advice, Murillo de Aragão. As chances de ele levar já na primeira rodada cresceram para 30%, segundo Aragão, contra 20% no começo da semana.

 

No entanto, há outros aspectos da pesquisa que o investidor precisa analisar. Primeiro, a rejeição de Bolsonaro continua alta e a de Haddad registra ritmo alto de crescimento; segundo, Ciro Gomes bate todo mundo num hipotético segundo turno; Bolsonaro lidera em todas as regiões brasileiras, com exceção do Nordeste; Bolsonaro e Haddad também concentram a maior percentagem de eleitores decididos, 76% e 75%, respectivamente. Por último, Bolsonaro – que está prostrado em um leito hospitalar há duas semanas, após ser vítima de um atentado – manteve sua alta rejeição estagnada, ganhou mais público entre os jovens e as mulheres e avançou em antigos redutos petistas e nas periferias. Ontem a bolsa teve sua primeira queda em quatro dias, em movimento de leve realização à espera da pesquisa. O sentimento parece melhorar gradativamente, com a incerteza sobre o rumo da eleição se dissipando. Na ausência de ruído proveniente do exterior, o dia pode ser relativamente calmo nesse front.

 

Já o mercado de juros deve repercutir a decisão do comitê de política monetária do Banco Central, que ontem manteve a taxa básica de juros Selic no menor patamar histórico, mas alertou que pode subi-la se as expectativas inflacionárias desancorarem. O motivo por trás da potencial deterioração do cenário é a alta do dólar, de mais de 10% desde a última reunião do comitê, no final de julho. Para Goldman Sachs e a Continuum Economics, o BC deve elevar os juros após a eleição; já Kiko Gonçalves, do Banco Fator, acha que o BC vai esperar, dependendo do resultado da eleição. O contrato do DI para janeiro próximo pode subir, mas a pesquisa Datafolha pode, mais uma vez, neutralizar esse movimento. Dados de seguro-desemprego dos Estados Unidos hoje cedo também podem ser fonte de volatilidade no câmbio, nos juros e na bolsa. Fique de olho na abertura de mercado, no comportamento do fluxo estrangeiro na B3 e no noticiário político.

 

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Mercado em um minuto, segundo Contribuidores TradersClub

 

— Câmbio: deve oscilar com reação à pesquisa Datafolha e exterior ainda benigno para emergentes.

 

— Juros: podem operar em linha com o dólar, reagindo à pesquisa e ao comunicado do Copom.

 

— Bolsa: deve sentir a alta das bolsas no exterior, com investidor reagindo à pesquisa.

 

— Ações: Cielo, Bradesco e Banco do Brasil, após acordo no Cade; CSN, após acordo com governo do Rio sobre usina de aço; CCR, que sofreu revés da Justiça em processo envolvendo o aeroporto de Pampulha; Magazine Luiza, com lançamento em outubro de plataforma para revendedores; Sonae Sierra, com nova marca de roupas infantis no Brasil; Ser Educacional, sem acordo com a Unigranrio; Petrobras, com repercussão do processo aberto por acionistas na Holanda; IMC, que diz não ter sido avisada por Sapore ou Kinea sobre oferta de ações; operadoras móveis, com notícia da Bloomberg de que Telecom Itália estaria cogitando oferta pela Nextel; Vale, que ultrapassou Ambev e é a companhia mais valiosa da Bolsa; Telebras, com permissão do TCU para instalar linhas na fronteira com a Venezuela; Itaú, que reduziu juro do cheque especial em 1,5 ponto.

 

— Destaques das recomendações: Para o Goldman Sachs, comunicado do Copom não explicita direção nenhuma na política monetária, mas tom se tornou mais severo por cenário externo e ausência de reformas. Há risco maior de que o BC comece processo de normalização de política monetária, via elevação da taxa Selic, antes do final do ano, diz equipe.

 

Principais notícias para começar o dia bem informado

 

Trading News

— Otimismo pós-tarifas começa a mostrar sinais de desaceleração

— Datafolha mostra Bolsonaro abrindo vantagem na liderança; Haddad, Gomes empatados em segundo

— Bolsonaro tem 30% de chances de ganhar no 1º turno

— Cresce debate online sobre voto útil e papel das mulheres na eleição, diz FGV

— BC mantém Selic inalterada, vê riscos inflacionários crescendo

— Câmara registra visita de agressor de Bolsonaro em dia de atentado, diz site

 

Valor Econômico

— Risco de retrocesso depois da eleição preocupa petroleiras

— Holanda abre ação contra a Petrobras

— Varejo desafia bancos e oferece serviços móveis

— Ministro deve ter ‘meu perfil’, diz Haddad

 

O Estado de S.Paulo

— Após desgaste com declaração sobre imposto, Bolsonaro enquadra Guedes

— Presidenciáveis Haddad e Bolsonaro fazem aceno ao mercado

— Após pesquisa, PSDB apela por união do ‘centro’ nas eleições 2018

— Entre candidatos considerados radicais, mercado opta por direita

 

Folha de S. Paulo

— Bolsonaro vai a 28% e Haddad, a 16%; Ciro lidera no 2º turno, mostra Datafolha

— Paes lidera com 22%; Romário tem 14% e Garotinho, 12%

— Bolsonaro nega que a sua equipe econômica estude volta da CPMF

— Eventual derrota de Alckmin marcará o anoitecer do PSDB

 

Globo/G1

— Bolsonaro vai a 28% e Haddad, a 16%; Ciro segue com 13%, segundo pesquisa Datafolha

— No Rio, Bolsonaro chega a 37% das intenções de voto; Haddad sobe para 11%

— Proposta sobre imposto gera crise na campanha de Bolsonaro

— Em queda nas pesquisas, Marina põe futuro da Rede em xeque

Agenda do dia

 

Indicadores nacionais:

— Não há indicadores previstos

 

Indicadores internacionais:
— 05h30: Vendas no varejo do Reino Unido em agosto; consenso -0,1%
— 05h30: Núcleo de vendas no varejo no Reino Unido; consenso -0,2%
— 09h30: Pedidos iniciais por seguro desemprego dos EUA; consenso 210 mil
— 09h30: Índice de atividade industrial Fed Filadélfia de setembro; consenso 17,0
— 11h00: Confiança do consumidor na Zona do Euro em setembro; consenso -2,0
— 16h00: Taxa de desemprego da Argentina; anterior 9,1%
— 20h30: IPC nacional do Japão mensal em agosto; anterior 0,3%
— 20h30: Núcleo do IPC nacional do Japão em agosto; consenso 0,9%
— 21h30: PMI industrial do Japão em setembro; anterior 53,1

 

Eventos
— 00h00: Divulgação de pesquisa eleitoral Datafolha para a presidência

— 11h30: Presidente Michel Temer tem reunião com ministros da Casa Civil, do Planejamento, das Cidades e com presidentes da Caixa Econômica Federal, da Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias e da Câmara Brasileira da Indústria da Construção

— 12h15: Discurso do presidente do Bundesbank, Jens Weidmann
— 14h30 Reunião Apimec do Santander Brasil no Rio de Janeiro

— 13h00: Ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, tem reunião com o BNDES

— 16h00: Reunião da Abimaq com candidato a vice-presidente General Hamilton Mourão em São Paulo

— 21h30: Debate com candidatos à Presidência organizado pela TV Aparecida

 

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