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CVM cria regras para fundos em infraestrutura em meio a crescente interesse por produtos

Postado por: TC Mover em 25/03/2019 às 13:03

A CVM editou hoje as regras para os FI-Infras, fundos de investimento que visam criar veículos para que investidores coloquem parte dos seus recursos em projetos de infraestrutura, em meio ao crescente interesse do governo de entregar ao setor privado a operação de portos, aeroportos e outros terminais de transporte.

 

Um fundo de investimentos é um tipo de aplicação feita em grupo, com pessoas que investem em um conjunto de ativos selecionados por gestores e empresas especializadas. Cada pessoa compra uma cota desse fundo e passa a receber os rendimentos proporcionalmente ao tamanho da fatia comprada. Esses investidores são chamados de cotistas.

 

As novas regras do FI-Infra permitem a criação de fundos voltados ao financiamento de projetos de infraestrutura pública, que poderão ser negociados por investidores pessoa física sob a condição de serem compostos por projetos já formados e sejam, no mínimo, 20% diversificados. Esses novos fundos permitirão que qualquer pessoa interessada nesse tipo de investimento possa virar cotista – antes, esse tipo de ativo só era negociado no mercado primário.

 

A medida segue tentativas do BNDES para se tornar cotista de fundos fechados que invistam prioritariamente em debêntures ou em recebíveis relacionados a projetos de logística e transporte, mobilidade urbana, energia, telecomunicações e saneamento básico. Dados da Anbima mostram que cerca de 20% de todas as emissões de debêntures de infraestrutura são compradas por pessoas físicas – e com o BNDES como âncora de alguns desses veículos, o instrumento pode se tornar mais líquido, confiável e seguro para investidores.

 

(Foto: Aeroporto de Guarulhos/WikiCommons)

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