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Caos nos EUA aciona cautela nos mercados; Brasil se prepara para posse de Bolsonaro

Postado por: TC Mover em 26/12/2018 às 8:52

Mesmo na semana encurtada pelo Natal, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não dá trégua aos mercados já abatidos do país: com o governo paralisado pela falta de acordo sobre o muro na fronteira com o México e a contínua pressão em cima do Federal Reserve, as bolsas americanas tiveram a pior véspera de Natal desde 1918 – um movimento que deve ser refletido no pregão local na volta da primeira rodada de festas de final do ano.

 

As confusões políticas de Trump começam a colocar na cabeça dos investidores um novo risco para 2019: o impeachment dele, em meio a uma provável recessão econômica do país, já amplamente antecipada pelos mercados e pelos economistas. O medo é o que um Trump encurralado e nervoso poderá fazer para piorar a situação; tão grave é a percepção sobre o estado das coisas que até o secretário do Tesouro do país se sentiu na necessidade de ligar para os xerifes dos seis maiores bancos comerciais do país para garantir que tudo está sob controle. Os defensores de Trump estão quietos – era esse caos o que muitos observadores advertiram sobre ele.

 

Por aqui, alguns dias ainda separam o país da posse do governo de Jair Bolsonaro, que não deve ter mais a presença do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu – ele virá ao Brasil, mas não irá à cerimônia. Enquanto se prepara para assumir o comando do país, o recado que vem do exterior é claro: não adianta tentar resolver tudo de uma vez, como no caso de Trump. Bolsonaro precisará ter foco se não quiser transformar seu governo no caos americano de 2018.

 

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Mercado hoje, segundo Contribuidores TC

 

Com os mercados na Europa fechados por conta das festividades do Natal, as atenções do investidor se centram no desempenho dos ativos americanos, especialmente nos índices acionários – que já flertam de novo com uma correção. Mesmo com os preços dos Treasuries americanos subindo, os futuros dos índices Dow Jones e S&P500 avançavam na expectativa de uma melhora no sentimento; o S&P500 entrou de novo em território de correção nesta segunda-feira, em meio a forte tombo nos preços das ações americanas.

 

Na Ásia, o pregão foi volátil: a bolsa de Tóquio voltou ao azul após o pregão de ontem, em que o índice Nikkei despencou 5%. Os negócios em Hong Kong e Xangai mostraram quedas modestas, ligadas a uma matéria da CNN que disse que o presidente Trump estaria decepcionado com o desempenho do secretário do Tesouro, Steven Mnuchin; Trump ontem chamou Mnuchin de “um secretário bastante talentoso” em coletiva na Casa Branca.

 

Já o petróleo se recuperava levemente, apesar de estar negociando perto das suas mínimas em mais de 18 meses. Rússia se recusou a negociar cortes de oferta, o que tira suporte dos preços; mesmo assim, mais um aceno comercial da China, prometendo tratar de forma igualitária empresas locais e estrangeiras foi catalizador de boas notícias.

 

Principais notícias corporativas

 

GPA: O Grupo Pão de Açúcar pretende se vender a Via Varejo em 2019. A empresa informou nesta última sexta-feira que se não achar comprador, venderá sua posição no mercado até o final do próximo ano. A controladora também anunciou que Peter Estermann, atual CEO do GPA, também irá assumir como CEO da Via Varejo, no cargo de Flavio Dias, há dez meses no cargo.

 

Cosan: A Cosan Lubrificantes anunciou na sexta-feira que fechou um acordo com a Moove, uma empresa de lubrificantes especiais, que injetará R$562 milhões para obter uma participação de 30%. A operação avalia a Cosan Lubrificantes em R$1,98 bilhão, 55% maior do que o analistas do BTG Pactual estimam. Ainda assim, para a equipe, a avaliação da holding Cosan SA está uma “pechincha”, com o papel negociando a 10 vezes o lucro estimado para o ano que vem; mesmo assim, os analistas pedem para o investidor aguardar antes de comprar – é necessário ouvir como será a reestruturação organizacional da Cosan SA, que deve ser anunciada no primeiro semestre.

 

Ecorodovias: O conselho da concessionária aprovou emissão de debêntures no valor de R$300 milhões.

 

Taesa: A elétrica obteve as licenças de instalação e operação da transmissora Mariana.

 

JBS: O interrogatório feito pelas autoridades americanas com Joesley e Wesley Batista no início deste mês elevou as expectativas de que a JBS consiga um acordo com os Estados Unidos em breve, diz a Folha.

 

Renova: A companhia recebeu proposta para financiamento das obras de Alto Sertão III pela Farallon.


Agenda do dia

 

Indicadores nacionais

08h00 IPC-S (dezembro) – FGV

08h00 Sondagem do Comércio – FGV

08h00 Sondagem da Construção – FGV

10h30 Tesouro: Dívida pública federal (novembro)

12h30 Fluxo cambial (semanal) – BC

 

Indicadores internacionais

N.D. BoJ: Ata da reunião de política monetária

13h00 EUA: Índice de manufatura Fed Richmond (dezembro)

19h30 EUA: Estoques de petróleo bruto (semanal) – API

 

DISCLAIMER: Este newsletter não tem o objetivo de promover a venda de títulos e valores mobiliários específicos, e sim, de informar correta e oportunamente a quem o recebe.

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