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Bolsonaro sugere rever política de preços da Petrobras ‘sem prejuízos’ para a estatal

Postado por: TC Mover em 17/05/2019 às 11:29

O presidente Jair Bolsonaro sugeriu ontem que seria ideal rever a política de preços da Petrobras para evitar as recentes altas na gasolina e no diesel, se não “tiver prejuízo para a empresa”, em um sinal de que ele relaciona as oscilações nos preços dos combustíveis com o abalo na sua popularidade.

 

Numa transmissão ao vivo pelo Facebook na noite desta quinta-feira, Bolsonaro disse que “o pessoal reclama do preço da gasolina a R$5 e eles me culpam, atiram para cima de mim o tempo todo.” Ele disse que o preço do combustível é “feito lá pela Petrobras e leva em conta o preço do barril de petróleo lá fora, bem como a variação do dólar.” Para ele, “é lógico que se a gente puder rever isso aí sem prejuízo para a empresa, sem problema nenhum, às vezes a política pode ter algum equívoco”.

 

Ao seu lado na transmissão, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse que o preço dos combustíveis no Brasil só poderá ser reduzido quando houver maior produção nacional e menor dependência de petróleo importado. Nem Bolsonaro, nem Albuquerque ofereceram detalhes de que tipo de política de preços gostariam de implementar ou se o governo está cogitando alguma mudança.

 

Comentários anteriores do presidente sobre a política de preços dos combustíveis da estatal têm levado a fortes quedas na cotação das ações da empresa. Em abril, Bolsonaro ligou para o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, para indagar o motivo do aumento do preço do diesel nas refinarias, precisamente em um momento de alta tensão política e de possível greve dos transportes. Após a ligação, o reajuste, de 5,7%, foi adiado e depois implementado, em um montante menor. Depois de conhecido o episódio da ligação, a empresa chegou a perder mais de R$30 bilhões em valor de mercado.

 

O tombo de mercado deste mês, aliado a temores quanto a habilidade política do presidente para obter a aprovação do pacote de ajuste fiscal no Congresso, levaram as ações PN da Petrobras a despencar 6,8% em maio. Ontem o papel recuou 2,4% a R$25,27 – menor cotação desde fevereiro.

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