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Bolsonaro não fala da Previdência em live; militares querem por reforma

Postado por: TC News em 15/03/2019 às 9:23

O mercado pode reagir de forma negativa às notícias sobre os pedidos dos militares de gratificações para apoiar a reforma da Previdência e à decisão do presidente Jair Bolsonaro de não fazer um chamado para apoiar a iniciativa na sua transmissão ao vivo pelo Facebook na noite de ontem.

 

A tentativa dos militares de emplacar bônus, gratificações, altas salariais e até uma carreira nova, enviadas na proposta que o ministério da Defesa elaborou e foi entregue ao ministro da Economia, Paulo Guedes, nessa semana, não foi bem recebida por alguns gestores e traders consultados pela TC News. O plano representaria custo extra de R$10 bilhões em uma década – uma fração dos quase R$70 bilhões que se estima o pacote de ajustes nas aposentadorias dos militares traria de economia para os próximos dez anos.

 

Acompanhado dos ministros da Saúde, Luís Henrique Mandetta, e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, Bolsonaro explicou a importância da sua visita aos Estados Unidos, de um programa de vacinação, da polêmica com as importações de banana e sobre a recente decisão de cortar 21 mil cargos comissionados. Mas da Previdência não falou nada. “Fiquei surpreso que não disse absolutamente nada sobre a importância da reforma,” disse um gestor.

 

Há crescentes dúvidas sobre o real comprometimento do presidente na costura de um acordo para a reforma. Circularam ontem notícias de que Guedes estaria temeroso de que o Congresso desidrate demais a proposta de reforma. Ele acha que há probabilidade alta de que os parlamentares mexam na idade mínima para a aposentadoria das mulheres, na transição e nos benefícios da aposentadoria rural.

 

De acordo com texto do Correio Braziliense, Guedes teria deixado claro para interlocutores que se o Congresso desidratar demais a reforma, as mudanças pretendidas não atingirão seus objetivos e ele poderia sair do cargo. Mas Guedes não é político profissional: dentro das casa legislativas existe, sim, um consenso de que a reforma é fundamental, mas que há mudanças consideradas muito duras e que devem ser amenizadas, de acordo com o contribuidor TC e analista político Leopoldo Vieira.

 

Mesmo assim, vida que segue e o Congresso está fazendo sua parte. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, Felipe Francischini, disse ontem que irá dialogar com os líderes partidários e com o presidente da Casa, Rodrigo Maia, para antecipar a escolha do relator da reforma da Previdência para o fim de semana. Segundo ele, e o mercado celebra isso, uma escolha mais rápida permitiria que a leitura do parecer seja feita nos dias 20 ou 21 de março, no máximo.

 

(Foto: Bolsonaro – Renova Mídia)

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