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Articulação: queda em número de MPs indica coordenação fraca, diz consultoria

Postado por: TC Mover em 16/04/2019 às 9:28

Um dos indicadores da fraca coordenação política do governo Jair Bolsonaro é o baixo número de medidas provisórias editadas pelo presidente na comparação com outros moradores do Palácio do Planalto.

 

Nos cálculos da consultoria Pulso Público, até o momento, Bolsonaro apresenta uma medida provisória a cada 11,6 dias, ante 9,1 dias de Dilma Rousseff, 7,8 dias de Fernando Henrique Cardoso, 6,8 dias de Luiz Inácio Lula da Silva e 6,5 dias de Michel Temer – apenas para ficar nos mais recentes. O tempo de uma MP para outra supera também os 5,7 dias de Itamar Franco e os 10,4 dias de Fernando Collor de Mello.

 

“Contra-intuitivamente, o número de medidas provisórias editadas é maior quando a coalizão de governo flui adequadamente, visto que sua aprovação e modificação sempre dependem da maioria no Parlamento, a qual também se aproveita dos poderes legislativos da Presidência para acelerar a tramitação de projetos de seu interesse”, diz análise enviada a clientes.

 

MPs e o  toma lá, dá cá

Para a consultoria, a queda no número de medidas provisórias editadas trata-se de um reflexo da opção do presidente Jair Bolsonaro por não compartilhar o poder Executivo com os partidos políticos, limitando sua coalizão e a capacidade de coordenar o processo legislativo em torno de sua agenda prioritária.

 

Um teste importante dessa coordenação virá na discussão do mérito da reforma da Previdência na Comissão Especial da Câmara, para onde deverá ser encaminhada a proposta após o aval da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara – o que deve acontecer na semana que vem.

 

(Foto: Jair Bolsonaro/Agência Brasil)

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