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Aprovação de Bolsonaro despenca entre investidores, diz XP; imagem do Congresso melhora

Postado por: TC Mover em 27/05/2019 às 10:08

A avaliação positiva do governo do presidente Jair Bolsonaro entre investidores despencou neste mês, na esteira de fortes problemas na comunicação e embates com o Congresso, que, por sua vez, viu sua imagem melhorar drasticamente após lideranças sinalizarem seu apoio à aprovação de uma Reforma da Previdência sólida, diz sondagem da XP Investimentos com gestores divulgada nesta segunda-feira.

 

Segundo a pesquisa, realizada entre 22 e 24 de maio com gestores, economistas e consultores de investimentos, foi registrada redução de 28% para 14% na aprovação do governo. De acordo com a pesquisa, 43% dos investidores ouvidos avaliaram como péssimo ou ruim o desempenho do atual governo, bem acima dos 24% na sondagem anterior.

 

Já a avaliação do Congresso melhorou em relação a abril, diz a sondagem. O percentual de investidores que classificam como ótima ou boa a atuação do Congresso subiu de 15% para 32%, enquanto o grupo que avalia o Parlamento como ruim ou péssimo passou de 40% para 25%. Com a sinalização de congressistas de que apoiarão a reforma, a confiança na aprovação da pauta continuou forte: segundo a XP, 80% disseram acreditar que a reforma será aprovada em 2019, mesmo percentual desde fevereiro, com a expectativa de uma economia fiscal esperada de aproximadamente R$700 bilhões em dez anos, ante a proposta do governo de R$1,24 trilhão. Perto de 71% dos participantes da pesquisa esperam que a reforma seja aprovada no quarto trimestre, enquanto 19% esperam que a aprovação se dê já no terceiro trimestre.

 

Sem reforma, a bolsa cairia 20%, para perto dos 75 mil pontos, e o câmbio dispararia 12%, para uma média perto dos R$4,50, conforme os gestores disseram na pesquisa. Por outro lado, uma reforma com uma economia fiscal equivalente a 50% da proposta inicial ajudaria o índice Bovespa a subir 7%, para 100 mil pontos, e o câmbio cairia para R$3,90. No cenário de aprovação sem mudanças na proposta original, a bolsa tocaria os 120 mil pontos, e o câmbio poderia cair 10% para R$3,60. Metade da amostra acredita que o Banco Central vai esperar até a aprovação da reforma na Câmara para alterar a taxa básica de juros Selic.

 

(Foto: Jair Bolsonaro/ Agência Brasil)

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