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Aprovação da Reforma Administrativa encerra ‘ciclo de conflitos’ na política, diz analista

Postado por: TC Mover em 29/05/2019 às 14:11

A permanência do Coaf no Ministério da Economia como parte da aprovação da Reforma Administrativa do presidente Jair Bolsonaro no Parlamento, que aconteceu na noite de ontem, encerra mais um conflito entre os poderes Executivo e Legislativo e deve acelerar a implementação de um pacto para a retomada da economia.

 

Além do apoio da oposição e dos partidos do chamado Centrão ao projeto, incluindo a polêmica manutenção do Coaf na pasta da Economia, o recuo dos apoiadores mais extremos de Bolsonaro, que queriam o órgão que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro no Ministério da Justiça e entenderam o gesto do presidente como um mal necessário para um bem maior, permitiu que a reforma fosse aprovada no Senado antes da expiração da medida provisória que a amparava, em 3 de junho, disse Leopoldo Vieira, analista da consultoria política IdealPolitik.

 

Bolsonaro e seus ministros da Justiça, Sérgio Moro, da Economia, Paulo Guedes, e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, enviaram carta aos senadores pedindo para que mantivessem o texto da Câmara – em que o Coaf ficava sob o guarda-chuva do Ministério da Economia. Davi Alcolumbre, presidente do Senado, executou manobra regimental que, na noite de ontem, permitiu a apreciação do tema por aclamação.

 

“O recuo em si não pode ser visto como uma derrota de Bolsonaro, mas como a escolha por fazer o primeiro gesto de entendimento, dentro do roteiro que já antecipamos, ansiando por um ambiente tranquilo, sem pressão por toma lá dá cá e cerco judicial, com cada poder cuidando da sua atribuição”, disse Vieira.

 

Os líderes dos três poderes formalizaram a assinatura de um pacto, a ser firmado na semana do dia 10 de junho, para garantir a aprovação da Reforma da Previdência e de outras iniciativas para destravar os investimentos e resgatar a economia de uma desaceleração profunda. A iniciativa vem na esteira de 13 semanas seguidas de reduções nas projeções de expansão do PIB para este ano, segundo o relatório Focus do Banco Central, e da probabilidade de que os dados do PIB do primeiro trimestre mostrem uma contração. O governo divulgará esses números na quinta-feira.

 

O entendimento agilizará as reformas, tanto que Rodrigo Maia, presidente da Câmara, pediu ao relator da reforma previdenciária, Samuel Moreira, que antecipe a apresentação de seu relatório para antes do prazo de 15 de junho.

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