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Volta do recesso parlamentar e eleições no Congresso dão tom ao jogo político

Postado por: TC Mover em 01/02/2019 às 8:21

Fevereiro chegou e, com ele, um momento decisivo para entender como será 2019 em termos de jogo político: hoje, o Congresso brasileiro volta do recesso, após um ano eleitoral turbulento, e com uma taxa de renovação acima dos 50%. O que isso vai significar para as reformas econômicas e administrativas que o país tanto precisa, ainda não temos como saber. O grande teste acontece hoje com as eleições para as presidências do Senado e da Câmara que, ao que tudo indicam, já devem apontar para uma derrota do governo de Jair Bolsonaro: ontem, o MDB consolidou o nome de Renan Calheiros para a disputa no Senado, enquanto Rodrigo Maia é o favorito para se reeleger na Câmara dos Deputados. Ambos os nomes não são o que o time de Bolsonaro gostaria que fosse, segundo os jornais.

 

O que o mercado quer saber é o que isso significa principalmente para a reforma da Previdência. A habilidade da articulação política nesses primeiros meses do governo Bolsonaro será fundamental para seguir o cronograma e vermos a aposentadoria mudada ainda neste semestre – com uma renovação tão forte, não temos nem como saber ainda quem serão os principais expoentes dentro do Congresso, tanto contra como a favor das reformas econômicas. A incerteza deve segurar um pouco o ânimo do mercado, mas ainda com viés positivo já que, acelerada ou não nessas próximas semanas, a reforma da Previdência continua no radar.

 

Com isso, e também empurrada pelo bom humor externo, é possível que a bolsa brasileira chegue hoje, pela primeira vez na história, aos 100 mil pontos. O provável recorde traduz a retomada do apetite por risco de investidores e empresários em uma trajetória incipiente de geração de riquezas após o Brasil sofrer a pior recessão em oito décadas entre 2015 e 2016. O mercado está absorvendo como pode o episódio da Vale e ajustando as expectativas, com Petrobras, bancos e Eletrobras compensando as perdas da mineradora – apesar de pequenos movimentos de realização, completamente normais.

 

Hoje, fique de olho no relatório Payroll de empregos dos Estados Unidos, que sai às 11h30 pelo horário de Brasília e pode potencializar ou enxugar de vez os resquícios da aversão ao risco que imperou nos mercados externos no início da semana. Com o fim da visita de dois dias do vice-presidente chinês aos EUA e uma possível reunião do presidente Donald Trump com o presidente Xi Jinping, os temores com a guerra comercial têm momentos de alívio e ajudam a impulsionar as bolsas mundo afora.

 

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Mercado hoje, segundo Contribuidores TC

 

A sexta-feira se encaminha para um clima mais otimista do que o do início desta semana: a aversão ao risco perde tração na maioria dos mercados globais, dando espaço para altas robustas nos índices asiáticos e europeus. A mudança de trajetória do Federal Reserve da última quarta-feira ajudou a afastar os temores do mercado com juros agressivos nos EUA e ajuda a derrubar os preços do contrato do euro e o rendimento do título das dívidas americanas de dez anos, indicadores da intensidade da cautela nos mercados.

 

O fim da visita de dois dias do vice-presidente chinês, Liu He, aos EUA também contribui para apaziguar os temores do mercado. Ontem, o presidente Trump disse que tem uma reunião com Jinping, da China, no radar, mas sem especificar a data. Ainda assim, é mais um sinal de que as negociações entre os dois países continuam em andamento, apesar de todo o imbróglio envolvendo a companhia chinesa Huawei na América do Norte.

 

Na Ásia, o PMI Caixin da China veio no menor patamar desde fevereiro de 2016, mais uma indicação de que o país pode estar desacelerando – nada de novo no radar dos investidores, mas o número ainda fez algum barulho pelos mercados asiáticos. Hoje, fique de olho nos dados de emprego dos EUA para janeiro. Com as últimas falas do presidente do Fed, Jerome Powell, de que a autarquia continua guiada majoritariamente por dados da economia americana, os indicadores podem fazer alguma pressão nos mercados, dependendo dos números.

 

Principais notícias corporativas

 

Embraer: Embraer e Skywest assinam contrato de pedido de nove jatos E175 no valor de US$422 milhões

 

IMC: José Agote renuncia ao cargo de diretor administrativo e financeiro da IMC e é substituído por Maristela Aparecida do Nascimento

 

Alliar: Conselho da Alliar elege Rodrigo Gomide Motta como diretor administrativo da companhia

 

BR Distribuidora: BR Distribuidora informa que recebeu a nona parcela de pagamento da dívida da Eletrobras com a companhia

 

GE: GE fecha último trimestre com lucro, mas registra prejuízo em 2018 (Exame)

 

Tesla: Saída de diretor da Tesla afeta esforço para controlar Elon Musk (Valor)

 

Klabin: Klabin fecha acordo por uso de nome (Valor)

 

GM: GM negocia investimento de R$ 9 bi no país até 2022 (Valor

 

Agenda do dia

 

Indicadores nacionais

08h00 IPC-S até 31 de janeiro – FGV

09h00 Produção industrial anual – IBGE (dezembro); consenso -0,30%

09h00 Produção industrial mensal – IBGE (dezembro); consenso 0,20%

10h00 PMI industrial Markit (janeiro)

15h00 Balança comercial (janeiro)

 

Indicadores internacionais

06h55 Alemanha – PMI industrial (janeiro); consenso 49,9

07h00 UE – PMI industrial (janeiro); consenso 50,5

07h30 Reino Unido – PMI industrial (janeiro)

08h00 UE – IPC anual (janeiro); consenso 1,50%

11h30 EUA – Relatório de emprego Payroll (janeiro); consenso 175.000

11h30 EUA – Ganho por hora trabalhada (janeiro); consenso 0,30%

11h30 EUA – Salário médio por hora (janeiro); consenso 3,20%

11h30 EUA – Taxa de desemprego (janeiro); consenso 3,90%

13h00 EUA – PMI industrial ISM (janeiro); consenso 54

13h00 EUA – Preços no setor manufatureiro ISM (janeiro); consenso 58

13h00 EUA – Índice Michigan de percepção do consumidor (janeiro); consenso 94,5

16h00 EUA – Contagem de sondas Baker Hughes

 

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