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Volatilidade marca último pregão do mês; no Brasil, preste atenção em Ptax, reunião Bolsonaro-Guedes e primário

Postado por: TC Mover em 30/09/2019 às 9:00

Os futuros dos índices acionários americanos sobem nesta segunda-feira, apesar das quedas na Europa e na Ásia, refletindo insegurança entre os investidores quanto aos sinais emitidos pelos Estados Unidos e pela China sobre a disputa comercial. As bolsas na China recuaram na sessão prévia ao início de um feriado que deve durar uma semana: amanhã teremos a parada militar de comemoração dos 70 anos do regime comunista na China, que muitos analistas esperam que traga uma amostra do poderio militar do gigante asiático. Com o mercado no Brasil atento aos desdobramentos globais e às notícias locais, esse fechamento de mês e de trimestre na B3 pode se mostrar bastante volátil, especialmente no câmbio, disseram traders e membros experientes do TC.

 

A notícia da sexta-feira de que a Casa Branca estuda um plano para impedir as empresas chinesas de listar ações nas bolsas americanas deve dominar o inconsciente coletivo. No fim de semana, algumas autoridades americanas tentaram diminuir o impacto da notícia, que deprimiu os índices ao redor do mundo na sexta. O cenário local não está menos calmo: ontem, os jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo soltaram matérias sugerindo uma perda de influência do ministro da Economia, Paulo Guedes, no governo. Por ora, é importante ficar de olho na aproximação recente de Guedes com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Rodrigo Maia – ambos são desafetos de Bolsonaro.

 

O mercado, assim, deve operar um tanto tenso ao longo da semana, sabendo que a paz entre os poderes Executivo e Legislativo está longe de ser selada. A derrubada dos vetos do presidente Jair Bolsonaro à Lei de Abuso de Autoridade trouxe mais um sinal de atrito. Bolsonaro se reúne hoje com Guedes no início da tarde. Nos indicadores, a pesquisa Focus do Banco Central mostrou queda na projeção da taxa básica de juros Selic. Monitore o pedido de impeachment do presidente americano Donald Trump. No Brasil, às vésperas da votação da Nova Previdência em primeiro turno no Senado, juros e bolsa devem repercutir essa tensão política que mencionávamos, na ausência de indicadores muito relevantes na agenda.

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