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Verde reduz exposição à bolsa brasileira em março após fogo amigo de Bolsonaro

Postado por: TC Mover em 09/04/2019 às 9:57

Durante a piora do cenário político em março, a Verde Asset Management, gestora do renomado investidor Luis Stuhlberger, foi surpreendida pelo fato de que a maior fonte de ameaça à reforma da Previdência estivesse vindo diretamente do Palácio do Planalto – forçando o mais bem-sucedido hedge fund brasileiro a reduzir suas posições em bolsa no mês passado.

 

A estratégia da gestora, em teoria, dá flexibilidade suficiente para aproveitar potenciais oportunidades em virtude da volatilidade. “Sempre foi razoável esperar alguma volatilidade ao longo da negociação das reformas. A grande surpresa, no entanto, foi o próprio presidente representando grande ameaça ao sucesso do esforço reformista do seu próprio governo”, diz Stuhlberger em sua carta de gestão aos cotistas referente ao mês passado.

 

Os comentários servem como amostra de como os maiores gestores de ativos do país estão encarando as incertezas relacionadas à tramitação e a aprovação da pauta, o projeto mais relevante para tirar o país de uma grave crise fiscal que se alastra por quase seis anos. Para o Verde, a racionalidade na discussão da reforma deverá prevalecer eventualmente, com os incentivos alinhados para que sejam aprovados bons termos para o projeto. Stuhlberger espera que o processo de arranjo político seja permeado por ondas de volatilidade.

 

Em março, o fundo reduziu a exposição à bolsa americana e disse que tem uma alocação de 10% dos ativos sob gestão em ações brasileiras. Stuhlberger e sua equipe mantiveram a posição aplicada em juro real parte média da curva brasileira local e manteve as apostas de uma alta na libra esterlina ante o euro e de uma inclinação na curva de juros nos Estados Unidos.

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