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Vendas no varejo crescem e mercado apresenta recuperação

Postado por: TC Mover em 10/09/2020 às 14:10

As vendas no comércio varejista nacional cresceram 5,2% em julho na comparação mensal, ligeiramente abaixo dos 8,0% de junho, já descontados os efeitos sazonais, informou hoje o IBGE. Apesar da queda, o número veio acima da projeção do mercado, de alta de 1,2% e mostra uma tendência de recuperação do setor, uma vez que este já é o terceiro mês seguido de alta. Entretanto, o varejo ainda acumula uma queda de -1,8% no ano. O acumulado dos últimos 12 meses ficou em 0,2%.

No comércio varejista ampliado, que considera veículos, motos, partes e peças, além de materiais de construção, o crescimento foi ainda maior, de 7,2% em relação a junho, também menor que os 12,6% do mês anterior, mas acima dos 5,5% do consenso do mercado, confirmando a tendência de recuperação. Na comparação anual, o varejo ampliado cresceu 1,6%, o que interrompe uma sequência de quatro meses em queda. O acumulado dos últimos 12 meses ficou negativo, em -1,9%.

As informações divulgadas pelo IBGE surpreenderam positivamente o mercado e seguem a tendência dos dados da indústria divulgados na semana passada. O crescimento além do esperado reforça uma tese de recuperação acelerada, além de evidenciar o impacto positivo das medidas de suporte à renda oferecidas pelo governo.

Impactos do Covid-19 nas vendas

O IBGE trouxe também um levantamento sobre o impacto do coronavírus no comércio. Este é o terceiro mês consecutivo que os resultados mostraram menor impacto por conta do isolamento social devido à pandemia do novo coronavírus. De todas as empresas, 8,1% relataram ter sofrido impactos em suas receitas em julho por conta das medidas de isolamento social, o que representa 4,1 pontos percentuais abaixo do número de junho e 20,0 pontos percentuais abaixo do maior impacto registrado durante a pandemia, em abril, de 28,1%. Cerca de 26,4% dos relatos de justificativa da variação de receita das empresas citam o coronavírus como causa.

Já no comércio varejista ampliado, o impacto do Covid-19 apresenta uma variação de empresas impactadas de -6,5%, enquanto nas que não relataram impacto houve crescimento de 2,08%. O grupo de empresas impactadas influenciou em 2,4 ponto percentual da variação total de 1,6% em julho de 2020 contra julho de 2019, enquanto o subgrupo das demais empresas representou -0,8 ponto percentual.

Destaques nas altas

Sete das oito atividades pesquisadas apresentaram alta na série com ajuste sazonal, na passagem de junho para julho de 2020. São elas: Livros, jornais, revistas e papelaria (26,1%), Tecidos, vestuário e calçados (25,2%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (11,4%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,1%), Combustíveis e lubrificantes (6,2%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (5,0%) e Móveis e eletrodomésticos (4,5%). A única atividade que não teve crescimento foi Hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,0%).

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