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Vencimento de opções marca bolsa em dia de feriado nos EUA; Davos, dados e pré-sal no radar

Postado por: TC Mover em 20/01/2020 às 9:03

Hoje será um dia de prova para o capitalismo que, apesar de ter ajudado a reduzir dramaticamente a desigualdade em alguns dos lugares mais pobres do mundo nos últimos 30 anos, é culpado diretamente por ela. Nesta segunda-feira começa o Fórum Econômico Mundial de Davos mais tenso dos últimos anos, tendo como pano de fundo o relatório da Oxfam que diz que os bilionários do mundo, grupo que somava apenas 2.153 indivíduos, detinham no ano passado mais do dobro da riqueza possuída por 4,6 bilhões de pessoas. O manifesto do Fórum, que inclui pedidos para uma carga impositiva justa e tolerância zero com a corrupção, deve também fazer um chamado para a proteção do meio ambiente, o uso correto das informações privadas na era digital e uma remuneração responsável de executivos e funcionários de empresas. Para o Brasil, tampouco deixará de ser um evento convulsionado: o ministro da Economia Paulo Guedes vai para a cidade suíça com a missão de “vender” o país como destino para os investimentos, mas com a mancha causada pelo episódio insólito e inexcusável com o ex-secretário de Cultura, Roberto Alvim.

 

Segundo os nossos editores Angelo Pavini e Ana Carolina Siesdchlag, com Nova Iorque fechado, o humor deve gravitar entre a reação à Pesquisa Focus do Banco Central e a repercussão da entrevista de Guedes ao portal Poder360, em que ele reforça que a democracia brasileira “não corre riscos”. O presidente Jair Bolsonaro se reúne com comandantes da Marinha no Rio de Janeiro. Mundo afora, fique de olho na erupção de uma nova epidemia respiratória na China, e que está rapidamente se espalhando pela Ásia, assim como com a situação do petróleo, cuja oferta recua com a tensão política na Líbia. Depois dos efeitos devastadores da febre suína, é bom que o investidor fique de olho em qualquer epidemia que impacte a China. Dessa vez, um vírus recém-identificado, originário da região central da China, matou uma terceira pessoa no país, atingiu pelo menos mais três centros populacionais e se espalhou para a Coréia do Sul. Ele ataca humanos e mostra sintomatologia similar à da pneumonia. O chamado coronavírus parte de uma classe de patógenos que causam resfriados comuns ou síndromes respiratórias agudas. Agências disseram que o vírus já chegou à capital da China, Pequim.

 

O governo quer acabar com o direito de preferência da Petrobras na exploração do pré-sal para atrair mais investidores, disse o secretário-especial da Fazenda, Walderly Rodrigues, em entrevista ao Valor. Segundo ele, o governo avalia que a prática, que é prevista por lei, distorce a concorrência e acaba afastando as empresas estrangeiras. A notícia pode ajudar os papéis da estatal, segundo alguns gestores, tirando dela um peso financeiro; outros acham que a Petrobras perderia vantagem frente a concorrentes externos na luta pelo pré-sal. O mercado parece preferir a alternativa um. Ainda assim, para uma mudança efetiva na prática, o governo precisaria passar a ideia pelo Congresso, sob risco de gerar algum rebuliço popular no país em defesa “do petróleo brasileiro”. Não parece tão difícil que passe: lembremos que os recursos de leilões posteriores seriam divididos com estados e municípios. Rodrigues também disse ao Valor que o governo irá reduzir o valor do bônus de assinatura ou diminuir o percentual de partilha do óleo com a União exigido nos campos de Sépia e Atapu, no pré-sal, que ano passado não receberam nenhuma oferta no leilão da cessão onerosa.

 

(Por: Guillermo Parra-Bernal e Ana Carolina Siedschlag | Foto: Fórum de Davos – US Defense)

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