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Ursos, touros focam nas conversas comerciais, em meio a sinais negativos; no radar, IPOs, Congresso, Powell e atas do FOMC, BCE

Postado por: TC News em 07/10/2019 às 10:21

O investidor deve ficar preso ao noticiário de fontes até a quinta-feira, quando as equipes de negociadores da China e dos Estados Unidos se reúnem para retomar as conversas para encontrar soluções para os 17 de meses de guerra comercial. Ontem à tarde, a Bloomberg News disse, citando fontes, que o governo chinês sinalizou que não está interessado em alcançar um amplo acordo comercial, e que a variedade de tópicos que os negociadores do país estão dispostos a discutir diminuiu consideravelmente. O vice-premiê Liu He deve excluir da agenda de negociações a pretendida reforma da política industrial chinesa e a eliminação parcial dos subsídios do governo que os EUA tanto desejam, disse uma das fontes. Os mercados gostaram pouco da notícia: os futuros dos índices referência em Nova Iorque recuam, o dólar avança e a volatilidade dispara.

 

No cenário político local, durante o final de semana o presidente Jair Bolsonaro reiterou seu apoio ao ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmando que não existe um plano B para a economia. Um desgaste entre eles foi sugerido em várias matérias publicadas entre quarta e sexta pelo jornal Folha de S. Paulo. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Bolsonaro deixa claro que, graças à política econômica de Guedes, o país está conseguindo reconquistar a confiança do investidor internacional e está caminhando para a recuperação. Parte do peso que tanto o Ibovespa quanto o dólar sentiram em semanas recentes refletem temores de um afrouxamento do compromisso de Bolsonaro com a agenda de ajuste fiscal. No radar, Guedes e o Congresso buscam uma saída para o impasse da cessão onerosa, que atrasa a votação da Nova Previdência em segundo turno no Senado.

 

Com a expectativa de queda, a mais uma mínima histórica, da taxa básica de juros Selic, e os primeiros sinais da retomada da economia e dos investimentos, os mercados estão prestando mais atenção à emissão de risco novo, ou seja, de papéis novos, na B3. Até setembro, as companhias captaram R$55 bilhões por meio de ofertas de ações, o maior volume desde 2010 – e esse montante deve aumentar em mais de R$20 bilhões até o final do ano, disseram banqueiros de investimento à TC Mover. Fique de olho da divulgação dos dados de inflação de outubro, pelo IBGE, na quarta-feira. Na Zona do Euro teremos dados de confiança do consumidor; na China, PMI composto e, nos EUA, preços ao produtor, vendas no atacado e dados de gasto pessoal e ganho salarial.

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