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Último pregão do ano deve ter realização, baixo volume e otimismo: no radar, PMI da China e resultado do setor público

Postado por: TC Mover em 30/12/2019 às 9:09

Nesta semana, chegamos ao fim de uma década. O período que termina amanhã foi marcado pela ascensão do populismo, o crescimento econômico baixo em quase todos os cantos do mundo, o período mais longo de juros baixos do pós-guerra, crescente tensão redistributiva nos países mais ricos e uma marcada deterioração do meio ambiente. Foram os anos que sucederam a maior crise econômica dos últimos 70 anos e que serviram para testar e reformular as políticas monetárias ao redor do globo, com consequências para as disputas de poder não só nas maiores economias do mundo como também nos países mais periféricos, como Turquia e Brasil. Vimos o voo vertiginoso do dragão chinês, e o confronto inevitável com seu maior competidor, os Estados Unidos, o que ainda parece estar longe de acabar – será essa a pauta mais importante do início da próxima década? Outros temas que devem segurar a atenção do mundo serão as eleições presidenciais de novembro nos EUA, a alta polarização política na Europa, no Reino Unido, nos EUA e na América Latina, e uma desglobalização mais acelerada – sinal de que pode haver espaço para outros agentes assumirem posições de destaque nas pautas globais.

 

Esta segunda-feira promete ser tranquila nos mercados. O volume de negócios deve ser bastante reduzido no último dia de negócios na B3 e também no exterior, que ainda terá mais um pregão nesta terça-feira nos Estados Unidos, com muitos investidores emendando o fim de semana e o feriado de Ano Novo. No Brasil, ainda haverá negociação do dólar à vista amanhã, apenas para a formalização do fechamento do ano e, portanto, os negócios relevantes devem ser fechados ainda nesta segunda. Muitas empresas também já estão em férias coletivas e devem deixar grandes anúncios para o começo de 2020, enquanto o Congresso e o presidente Jair Bolsonaro descansam, o que esvazia a agenda política ao menos até depois do feriado. Os dados que mais poderiam mexer com os mercados são os índices PMIs, dos gerentes de compras, relativos a dezembro da China, calculados pela Federação Chinesa de Logística e Compras, e que darão as expectativas para os setores industrial e não industrial. Mas, como a divulgação será depois do fechamento dos mercados brasileiros, o impacto ficará para quinta-feira por aqui.

 

Com o começo de um novo ano, algumas corretoras divulgaram suas carteiras para os próximos meses: o BB Investimentos acredita que 2020 será um bom ano para receber dividendos e criou uma carteira com dez empresas que podem dividir bons lucros entre seus acionistas. A XP Investimentos também divulgou sua carteira de dividendos, que possui inclusive algumas apostas iguais à da BBI, como AES Tietê unit, Cteep PN, Taesa unit e BR Distribuidora ON. A perspectiva desta é que a bolsa brasileira possa bater em 2020 os 140 mil pontos. A carteira de ações para o ano novo da XP mudou pouco em comparação a anterior: a única nova aposta da corretora é a EZTec, que entra no lugar da Copel, e que deve se beneficiar do reaquecimento do mercado imobiliário. O Itaú BBA também vê o mercado imobiliário aquecendo, mas aposta na CSHG Hedge Brasil Shopping, por acreditar que a empresa possui uma carteira mais diversificada.

 

(Foto: Kevin Lamarque – Reuters )

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