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Última sexta do ano deve prolongar otimismo, com rali no exterior; no radar, Pnad, IGP-M e resultado primário

Postado por: TC Mover em 27/12/2019 às 9:28

A tendência da última sexta-feira e penúltimo pregão do ano é que os mercados de ativos de risco mantenham o tom otimista da semana. Ontem, o Ibovespa teve mais um dia de recordes, mantendo o rali de final de ano, enquanto as bolsas americanas operaram nas máximas históricas, impulsionadas pelos números das vendas de Natal. Para hoje, há dados importantes que podem mexer com o mercado local: a inflação, medida pelo IGP-M, mostrou uma aceleração conforme esperado, por conta dos preços das carnes e dos combustíveis; os dados de desemprego, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a Pnad, do IBGE, devem ser divulgados às 9h00; e os dados de concessão de crédito, importantes para medir a saúde da economia, e o resultado primário do Governo Central, publicado pelo Tesouro Nacional à tarde.

 

No exterior, o rali de final de ano parece não ter limites: os índices americanos continuam renovando máximas intradiárias, com o Nasdaq ultrapassando os 9.000 pontos pela primeira vez na história ontem. O principal catalisador é a expectativa para a assinatura da primeira fase do acordo comercial entre os Estados Unidos e a China, prevista para janeiro. Além disso, os bons números de vendas de Natal ajudaram: as ações da Amazon tiveram alta de mais de 4% na quinta-feira – a maior desde janeiro -, depois que a empresa registrou recorde de vendas. Na Ásia, a volta do Boxing Day, que manteve os mercados australiano e japonês fechados ontem, ajudou as bolsas locais a atingirem as máximas dos últimos meses: o índice HSI, de Hong Kong, disparou 1,3% e chegou ao maior patamar desde julho. No mercado europeu, o índice Stoxx 600 renovou máxima intradiária agora de manhã.

 

A BR Distribuidora informou em fato relevante, ontem à noite, a venda dos seus 49% de participação na CDGN Logística, companhia de tratamento e transporte de gás natural. A transação foi no montante de R$25,373 milhões para o MDC I Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, gerido pela Pacífico Administração de Recursos. A MRV divulgou, segundo o Valor Econômico, um novo modelo para a aquisição da empresa americana AHS Residential. A família Menin, controladora da MRV e detentora de 89,4% na AHS, ganhará 7,75% de ações na MRV em troca da sua parte da companhia americana. A participação da família na construtora salta de 32,4% para 37,71% com o negócio. A Petrobras renovou, segundo a revista Exame, contratos com 12 distribuidoras de gás natural canalizado estaduais, com uma nova fórmula que irá baratear em até 10% os preços para estas.

 

(Por: Larissa Linder, Ana Carolina Siedschlag e Vitor Azevedo || Foto: Getty Images)

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