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Trégua EUA-China devolve otimismo global e Ibovespa fecha no azul; na terça, foco total na reforma

Postado por: TC Mover em 01/07/2019 às 18:13

O Ibovespa surfou hoje no otimismo que voltou aos mercados mundo afora após o anúncio da trégua na disputa comercial entre os Estados Unidos e a China, em um dia pouco movimentado no cenário local. Por aqui, notícias esparsas a respeito da Reforma da Previdência mexeram pouco com o mercado, que aguarda ansiosamente a terça-feira, quando o relator da PEC na comissão especial, deputado Samuel Moreira, deve ler seu voto complementar. Mais que o voto em si, o que todos querem saber é se Estados e municípios entrarão na reforma, o que até agora está em negociação.

 

Os ativos de risco ganharam espaço nesta segunda-feira, após o presidente dos EUA, Donald Trump, suspender a imposição de novas tarifas sobre mais de US$300 bilhões em importações de produtos chineses e reativado as vendas de alguns produtos à chinesa Huawei. Isso depois do encontro entre os líderes das duas maiores economias do mundo na cúpula do G-20 neste final de semana. O S&P500 bateu seu recorde histórico intradiário ao chegar ao patamar dos 2.977 pontos nesta manhã. O ouro caía, depois de atingir as maiores altas em quase seis anos na semana passada. Esse bom humor mundo afora foi ligeiramente limitado pelos PMIs da Europa e da Ásia, que não foram tão animadores.

 

No cenário local, o investidor avalia as notícias em torno da Reforma da Previdência. Nesta manhã, o jornal O Globo noticiou que o governo já não conta com a inclusão dos Estados no projeto, dada a resistência de alguns governadores. No entanto, a corrida para negociar com os Estados continua: à tarde, foi divulgado que os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, devem se reunir amanhã com os governadores do Nordeste. A maior resistência, segundo o jornal O Globo, vem do Maranhão, de Pernambuco e da Bahia. Segundo o analista político e contribuidor TC Leopoldo Vieira, “ao contrário do que pareceu até aqui, os governadores têm uma pauta para aceitarem entrar junto com os prefeitos, ao invés de estarem apenas batendo de frente com resistências de políticos preocupados em compartilhar desgastes com as bases locais”. Na pauta dos líderes estaduais estão a divisão dos recursos do pré-sal, a revisão da distribuição de impostos e autorização para vender receitas futuras no mercado financeiro.

 

Em compasso de espera pela Reforma e sob as notícias auspiciosas do exterior, a bolsa fechou em alta de 0,37%, a 101.339 pontos. O dólar futuro negociado na B3 fechou em queda de 0,23%, a R$3,852. Os juros caíram em bloco, sendo que aqueles com fechamento em janeiro próximo recuaram 1,5 ponto-base, a 5,980%, influenciados pelo relatório Focus do Banco Central desta segunda, que mostrou que a mediana das previsões para a taxa básica de juros Selic caiu de 5,75% para 5,50% ao ano. Entre as empresas, merece destaque a Petrobras, que teve as ações preferenciais em queda de 0,55% no fechamento, depois que o presidente da companhia, Roberto Castello Branco, declarou que a estatal não deve entrar no pacote de privatizações do governo – isso depois de o UBS ter divulgado um relatório falando justamente o contrário.

 

Amanhã, além do foco em Brasília, o investidor deve ficar de olho nas divulgações de indicadores econômicos locais: produção industrial de maio, divulgada pelo IBGE, inflação ao consumidor nas capitais, pela FGV. No exterior, o PMI de serviços Caixin da China pode dar mais pistas sobre a saúde econômica do país. Além disso, ainda teremos índice de preços ao produtor na União Europeia e discurso de John Williams, membro do comitê de política monetária do Federal Reserve, conhecido como FOMC.

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