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Tragédia da Vale eleva cautela; Bolsonaro, Fed e Congresso no radar

Postado por: TC Mover em 28/01/2019 às 8:06

Na tarde de sexta-feira, uma barragem da Vale se rompeu e pelo menos outra transbordou na sequência, em Brumadinho, a cerca de 60 quilômetros de Belo Horizonte. A tragédia soterrou o centro administrativo e o restaurante dos funcionários na mina do Córrego do Feijão, que deságua no rio Paraopeba, na Bacia do Rio São Francisco. As informações são confusas e a indignação é grande: três anos e dois meses atrás, um episódio similar em uma mina operada pela Vale e a australiana BHP Billiton destruiu ecossistemas inteiros e causou o pior desastre ambiental da história do Brasil. Nessa ocasião, 19 pessoas morreram; desta vez, o número de mortes pode ser até dez vezes maior – o que seria a maior catástrofe trabalhista da história do país.

 

Assim, o que veremos ao longo dos próximos dias em relação à Vale deve manter o acionista da maior produtora de minério de ferro do mundo em estado absoluto de alerta, não só pela indignação que causa uma tragédia desta magnitude, mas pelas implicações da mesma nos negócios, na operação e no papel da companhia. Autoridades já impuseram bloqueios e multas superiores a R$11 bilhões, e alguns especialistas acham que esse número deve crescer. A Vale, como responsável direta pela estrutura, terá de assumir os custos humanos e ecológicos do desastre. Nos próximos dias, saberemos se a Vale foi incompetente ou não e como o nosso assinante deve agir perante o que deve ser uma iminente forte queda no valor da ação – em Nova Iorque, o ADR da Vale despencou 8,08% na sexta-feira. O mercado brasileiro, que no dia do acidente estava fechado por conta do feriado em São Paulo, deve replicar o tombo.

 

Fique de olho nos pronunciamentos de autoridades, reguladores e agências de risco de crédito sobre a situação da Vale. Não perca de vista o decorrer da cirurgia de Bolsonaro; seu vice-presidente, Hamilton Mourão, assume de forma interina por 48 horas. Essa semana também teremos prévia dos números do PIB americano, decisão de juros do Federal Reserve e a visita do vice premiê chinês Liu He aos Estados Unidos, na esteira das conversas entre os dois países para a resolução do conflito comercial entre eles. Na sexta-feira, deputados e senadores elegem os integrantes das mesas diretoras da Câmara e do Senado para o biênio 2019-2020. Para o governo – e o cenário para as reformas – será uma data decisiva.

 

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Mercado hoje, segundo Contribuidores TC


Os mercados acionários globais, incluindo os futuros dos índices acionários dos Estados Unidos, abriram a semana em queda, à espera de uma série de eventos cruciais que vão desde a decisão de política monetária do banco central americano até mais uma rodada de conversas comerciais entre os EUA e a China.

 

As ações caíram na Ásia, o petróleo recuou e a aversão ao risco ganhou um impulso extra com o aumento na demanda por títulos do Tesouro americano, o iene japonês e o ouro. O mercado adotou um tom de cautela mesmo após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar o final temporário da paralisação do governo americano e do Banco Central do Povo da China liberar até US$37 bilhões por meio de uma redução nos compulsórios bancários. O iuan tocou sua máxima ante o dólar americano desde julho, antes da viagem do vice premiê Liu He a Washington para negociações comerciais na parte final da semana.

 

O índice VIX disparou com receio sobre os comentários que o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, deve fazer na quarta-feira, quando a autarquia divulgar sua decisão de taxa de juros. O país também divulgará dados do PIB nesta semana. A libra recuou à espera da votação no Parlamento britânico de mais uma peça legislativa com emendas ao acordo para o Brexit. O investidor também está de olho na divulgação de resultados do quarto trimestre das americanas Apple, Microsoft, Facebook e Tesla, assim como da chinesa Alibaba e da sul-coreana Samsung nesta semana.


Principais notícias corporativas


Petrobras: Incêndio atinge área da Petrobras na Grande Vitória (Valor)

 

Estatais: Estatais federais podem perder até R$ 380 bi em ações judiciais e administrativas (Globo)

 

Unilever: O plano do CEO da Unilever para estancar a fuga de clientes (Exame)

 

GM: GM faz pressão por incentivos para investir (Estado)

 

Mitsubishi: Mitsubishi deve explorar gás na Amazônia (Valor)

 

Ambev: Venda continua crescendo, diz CEO da InBev (Valor)

 

Varejo: Varejo aquecido estimula parcerias com seguradoras (Valor)

 

Bancos: Bancos vão acelerar vendas de crédito podre (Valor)

 

Agenda do dia

 

Indicadores nacionais

05h00 IPC – Fipe

08h00 Custos de construção – FGV (janeiro)

08h25 Relatório Focus

10h30 Saldo mensal da conta corrente (dezembro)

10h30 Investimento estrangeiro (dezembro); consenso US$11 bi

14h30 Relatório anual da dívida pública – Tesouro Nacional

15h00 Balança Comercial semanal

 

Indicadores internacionais

07h00 UE – Desembolsos de crédito (dezembro); consenso 3,30%

11h30 Indicador atividade Fed Chicago (dezembro)

13h30 Indicador Fed Dallas (janeiro)

 

Resultados trimestrais

A.A. Caterpillar (EUA)

D.F. Cielo; consenso R$850 mi

 

DISCLAIMER: Este newsletter não tem o objetivo de promover a venda de títulos e valores mobiliários específicos, e sim, de informar correta e oportunamente a quem o recebe.

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