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Reforma dos militares e exterior tenso pesam no Ibovespa futuro

Postado por: TC Mover em 20/03/2019 às 10:10

O futuro do índice Bovespa operava no vermelho no começo do pregão desta quarta-feira cheia de decisões de política monetária, eventos políticos e noticiário turvo sobre a guerra comercial, após o jornal O Globo dizer que o projeto de reforma das aposentadorias dos militares deve gerar uma economia líquida de R$9 bilhões em dez anos – enviando um sinal de leniência para a aprovação da reforma da Previdência no Congresso.

 

Os mercados globais operam sem direção definida e em claro movimento de realização, com os índices europeus recuando e os futuros das bolsas americanas oscilando constantemente, na esteira de crescentes incertezas sobre rumo das conversas para pôr fim a um ano de guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. Pesa também a espera pela decisão do Federal Reserve, banco central americano, em relação à taxa de juros nos EUA, às 15h00.

 

Já aqui no Brasil, a atenção se centra na Previdência, com o presidente Jair Bolsonaro e os comandantes das Forças Armadas se reunindo a partir das 10h00 para discutir o projeto das aposentadorias da categoria. Matéria do O Globo desta manhã disse que o plano de reestruturação de carreira dos militares custará R$101 bilhões em dez anos, enquanto o ajuste das regras previdenciárias da categoria atingirá R$110 bilhões. Ou seja, o projeto deve gerar uma economia de somente R$ 9 bilhões. Bolsonaro soltou uma coluna de opinião hoje no Valor Econômico em que chama a reforma da Previdência o “centro da gravidade” do seu governo.

 

“É bastante positivo ver o empenho do presidente em torno do tema. A reforma dos militares ainda gera controvérsias, mas o debate está caminhando de certa forma fluida e continuo vendo como natural o debate e os ruídos em torno do tema,” disse Dan Kawa, sócio e chefe da área de investimentos da TAG Investimentos. O futuro do Ibovespa recuava 0,28% a 99.715 pontos às 09h55.

 

O dólar futuro avançava levemente ante o real, em compasso com os juros futuros – sinalizando certo temor em relação à passagem da Previdência no Congresso com um projeto leniente para os militares. De igual forma, o mercado de renda fixa fica atento à decisão de política monetária do Banco Central, a partir das 18h00, que pode manter a taxa básica de juros Selic em 6,50%, mas trazer alguma novidade no comunicado. A reunião será a primeira sob o comando do novo presidente do BC, Roberto Campos Neto.

 

(Foto: Bolsonaro e militares/IstoÉDinheiro)

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