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Terça de agenda cheia tem Bolsonaro na ONU, Ata do Copom ; ativos de risco sobem em dia ameno

Postado por: TC Mover em 24/09/2019 às 9:20

Bolsas europeias e futuros dos índices acionários americanos avançam na manhã de terça-feira, mesmo com a alta tímida vista nas ações asiáticas, em meio a um maior otimismo quanto às negociações comerciais programadas para o começo do mês que vem entre os Estados Unidos e China. Esse bom sentimento ofusca os temores de uma desaceleração pronunciada da economia mundial. Por que esse otimismo? Em primeiro lugar, não houve, até agora, provocações de nenhum dos dois lados. Em segundo lugar, a notícia de que o governo chinês permitiu às empresas nacionais comprarem soja americana isenta de tarifas retaliatórias.

 

Mundo afora, há dois fatos que devem concentrar as atenções do investidor hoje: o primeiro, a abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, que terá como primeiro participante o presidente brasileiro Jair Bolsonaro. O segundo, a decisão da Suprema Corte do Reino Unido, que infligiu uma derrota legal sem precedentes ao premiê Boris Johnson, ao declarar como ilegal a decisão de Johnson de suspender o Parlamento e ordenar aos parlamentares que retornem à Câmara dos Comuns. A decisão unânime dá ao Parlamento mais fôlego para impedir Johnson de tirar o país da União Europeia até 31 de outubro de forma abrupta. A libra esterlina acelerava ganhos após a divulgação do veredito, enquanto o índice acionário FTSE 100 cedia 0,05%.

 

No cenário local, Bolsonaro discursa na Assembleia-Geral da ONU em meio a grande apreensão pela imagem ruim mundo afora que o presidente e seus assessores têm cultivado desde sua posse, em janeiro. A expectativa é de que Bolsonaro foque num discurso sobre a liberalização da economia e se distancie dos embates sobre meio-ambiente e direitos humanos. No mesmo horário, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado vota as emendas da Reforma da Previdência; a votação no plenário foi adiada para amanhã por causa da pressão para liberação de emendas.

 

Hoje, os EUA divulgam o índice Redbook, indicador de confiança do consumidor e sondagem de manufatura do Fed de Richmond. No âmbito corporativo, a Eztec deve precificar oferta subsequente de ações hoje. Hoje o BC efetua leilões conjugados de venda de dólares à vista e de swaps reversos, em meio à renovada pressão de alta no câmbio. O Tesouro Nacional também deve colocar títulos Tesouro NTN-B em leilão que começa por volta das 11h00.

 

O pregão pode ser bastante ativo para quem detém ações do Banco do Brasil: o maior banco estatal da América Latina informou ontem que não há decisão sobre data de oferta de ações do Fi-FGTS e de papéis excedentes à manutenção do controle acionário da União. Em fato relevante, o BB diz que ainda não há decisão para a alienação de ações do banco mantidas em tesouraria. Iguá Saneamento diz que, contrário a informações recentes da imprensa, ainda cogita listar suas ações na B3 – simplesmente não há decisão tomada ao respeito, disse em fato relevante.

 

Mais sobre o Banco do Brasil: ontem, o banco estatal informou que assinou acordo com o UBS para parceria estratégica em atividades de banco de investimentos e corretora de valores no segmento institucional no Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai. O UBS seria acionista majoritário da parceria. A gestora Dynamo passou a deter 5,05% do total das ações ON da Eneva que, segundo matéria do site Brazil Journal, descobriu indícios de petróleo em sua área de concessão na Bacia do Parnaíba. Hoje o Congresso deve decidir sobre o veto de Bolsonaro à franquia de bagagens, o que pode impactar as ações da Gol e da Azul.

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