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Tensão em Brasília faz bolsa cair; investidor à espera de Fed, debates da Previdência

Postado por: TC Mover em 17/06/2019 às 18:38

O mercado passou o dia tentando digerir o cenário político, mesmo na ausência de notícias relevantes, com declarações que ora estressaram, ora tranquilizaram o investidor, enquanto aguardam-se as decisões sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos, que acontecem esta semana, e para as quais se espera sinalização de cortes. Nesse cabo de guerra de expectativas, a bolsa oscilou ao longo do dia, e acabou fechando em queda. Esses elementos devem permanecer no ar amanhã, que será, aliás, um dia importante para a Previdência, quando começará o debate na Comissão Especial da Câmara acerca do relatório apresentado pelo deputado Samuel Moreira na semana passada.

 

Mais cedo, o mercado absorvia a notícia da demissão abrupta, ontem, do presidente do BNDES, Joaquim Levy. Depois, com uma declaração do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, tranquilizando em relação à tramitação da Reforma da Previdência, passou a haver menos cautela. No entanto, no meio da tarde, uma fala do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, sobre a Nova Previdência, que foi mal interpretada por alguns operadores, bastou para que houvesse uma alta momentânea na cotação do dólar – que disparou dos R$3,8920 para os R$3,9270 em quatro minutos. O mercado está sensível quanto à cena política em Brasília, quiçá esperando que, em algum momento de tensão, Bolsonaro ou o ministro da Economia, Paulo Guedes, deem uma de sangue quente e acirrem o conflito com o Congresso. Até o momento, esse não parece ser o caso.

 

Nos Estados Unidos, as bolsas operaram no azul, mas sem avanço significativo, sob a expectativa de que o Fed sinalize corte na taxa básica de juros, na esteira de uma economia em desaceleração e com inflação sob controle. A decisão de política monetária nos EUA será divulgada na quarta-feira, quando se encerra também a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil, o Copom. Por aqui, o boletim Focus desta segunda engrossou o coro dos que apostam na redução da Selic ainda em 2019: segundo o relatório de hoje, a Selic pode recuar em até 0,75 ponto percentual antes do final do ano. Na quinta-feira, espera-se ainda as declarações de política monetária do Banco Central do Japão e do Reino Unido.

 

Nesse cenário, o índice Bovespa fechou em queda de 0,43%, a 97.623 pontos, assim como o dólar, que recuou 0,22%, a R$3,891. Os juros avançaram com intensidade ao longo do dia e fecharam em alta. O DI com vencimento em janeiro próximo fechou em alta de 4 pontos-base, a 6,065%. Na agenda de divulgação de indicadores, haverá, nesta terça-feira, dados de construção de casas novas nos EUA e índice de preços ao consumidor na União Europeia, que podem dar mais pistas sobre o estado da saúde econômica global. No Brasil, sairão números de inflação medidos pelo IPC-S e pelo IGP-M. Não deixe de ficar atento ao cenário político, especialmente quanto ao debate da reforma do sistema de aposentadoria.

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