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Temores com Bolsonaro, EUA e reforma deixam pregão volátil

Postado por: TradersClub em 08/02/2019 às 10:03

A súbita mudança de humor do mercado no início de fevereiro, refletindo temores sobre o anaço das conversas comerciais entre a China e os Estados Unidos, a saúde do presidente Jair Bolsonaro e o progresso da reforma da Previdência, deve levar a bolsa a registrar sua primeira queda em sete semanas. O pregão volátil também faz o dólar e os juros futuros oscilarem entre o azul e o vermelho na manhã desta sexta-feira.

 

Novas evidências de que a economia global está perdendo impulso rapidamente, conjuntamente com a notícia de que o presidente americano Donald Trump não deve se reunir com seu colega chinês Xi Jinping para pôr fim às divergências comerciais entre os dois países, pressionam os futuros das bolsas em Nova Iorque. Sem uma solução à vista, os mercados temem que entrem em vigor uma alta de 10% para 25% nas tarifas sobre US$200 bilhões em importações chineses aos EUA em 2 de março. Na próxima semana, emissários dos EUA visitarão Pequim para acelerar as conversas.

 

Já no Brasil, a saúde frágil do presidente Jair Bolsonaro, que está internado desde 27 de janeiro e ontem foi diagnosticado com pneumonia, deixa o investidor preocupado com mais um atraso na apresentação do texto definitivo da reforma da Previdência. Os desdobramentos do acidente da Vale devem repercutir na abertura: temor de prisões de executivos, reportagens apontando para falhas no controle das barragens da companhia, operações de evacuação de pessoas na madrugada de hoje e a retirada do papel do Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3.

 

O dólar futuro se fortalece 0,26% ante o real, terceira alta seguida, e opera a R$3,7310 às 09h50. O futuro do índice Ibovespa recua 0,57%, após abrir em alta de quase 0,40%, sinalizando mais uma queda da Vale ON no pregão.

 

Os juros futuros corrigiram rumo e subiam em bloco, com o DI para janeiro disparando de 6,475% na véspera para 6,525% hoje. O temor com a reforma e o mau humor externo contamina os DIs, que ignoraram o IPCA de janeiro, veio abaixo do consenso e não alterou a perspectiva de taxa básica de juros Selic continuar estável em 6,50% ao longo dos próximos meses.

 

(Foto: Jair Bolsonaro/ Fábio Pozzebom / Agência Brasil).

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