TC Mover
Mover

Temor com vírus da China cai e ativos de risco sobem; no radar, fluxo, Guedes, Petrobras e dados

Postado por: TC Mover em 22/01/2020 às 9:15

O pregão desta quarta-feira é marcado por uma recuperação significativa nas bolsas da Ásia e da Europa, o que dá sustentação aos futuros dos índices americanos e aos ativos de risco em geral. Além dos dados de atividade global menos apocalípticos dos últimos dias, as cotações são impulsionadas pelo posicionamento técnico dos investidores – com forte assimetria na exposição a opções de compra, a papéis com beta alto e com percepção de baixa volatilidade – e pela reação decidida do governo chinês ao surto de coronavírus, que se espalhou por vários países. Para um economista sediado em Washington, os preços de hoje indicam que os investidores acham que os efeitos dessa doença poderão ser localizados. Mesmo assim, fique de olho no noticiário, porque estamos longe de ter passado pelo pior momento do surto. Os balanços da IBM e da Netflix alimentaram o otimismo em Nova Iorque; agora cedo, teremos também resultados da Johnson & Johnson e da United Technologies.

Hoje será dia de mais reuniões do ministro da Economia Paulo Guedes no Fórum Econômico de Davos e divulgação do fluxo cambial semanal. Mundo afora, fique atento às vendas de casas usadas e do índice de atividade manufatureira do Federal Reserve de Chicago, nos Estados Unidos. Do lado corporativo, o anúncio formal da oferta secundária de ações ordinárias da Petrobras, de titularidade do BNDES, é o destaque. Guedes irá falar, por volta das 10h30, horário de Brasília, no painel “Diálogo de Estratégia sobre o Brasil”, com executivos de fundos de investimento, de participações e banqueiros de investimento internacionais. Há expectativa pelo que ele possa dizer sobre a relação de Bolsonaro com as decisões na economia, disse uma fonte que está no evento. O ministro também deve encontrar os presidentes da Apple e da Uber, além de representantes da Comissão Europeia. Tanto ele como o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, devem dar mais detalhes sobre a desestatização de ativos.

O BNDES deu ontem o primeiro passo para a venda de ações da Petrobras, parte dos planos do banco estatal para zerar uma carteira de participações em empresas que ultrapassa os R$110 bilhões. Em documentos enviados ás comissões de valores mobiliários dos EUA e do Brasil, a Petrobras disse que o BNDES iniciou a oferta de 723 milhões de ações ordinárias da estatal petroleira. O banco tem no total 734,2 milhões de papéis ordinários, o equivalente a quase 11% do total – é o segundo maior acionista da Petrobras, atrás apenas da União. A oferta poderia movimentar até R$23 bilhões. Além da oferta do BNDES, a Petrobras pode sentir hoje o efeito dos rumores da possível greve dos petroleiros, marcada para o início de fevereiro. Segundo o Valor, a tentativa de mobilização acontece como resultado da demissão de 396 empregados da companhia da fábrica de fertilizantes de Araucária, recentemente hibernada. Ontem, a 3ª Turma do Carf manteve a cobrança de R$8,89 bilhões relativos ao PIS/Cofins da petroleira no arrendamento de plataformas. Segundo o mesmo jornal, que ouviu o advogado da companhia Tiago Lemos de Oliveira, a estatal pretende recorrer.

Mover Pro

Informação, análises e ideias de investimentos 24/7

Experimente 7 dias grátis