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TC Leituras: sugestões para o final de semana

Postado por: TC Mover em 28/06/2019 às 15:18

Livro da semana: “Todos os homens do xá”
Na semana em que se acirraram as tensões entre Estados Unidos e Irã, vale ler o livro do correspondente do New York Times Stephen Kinzer. Em 1953, os Estados Unidos , com o auxílio dos britânicos, derrubaram um governo do Oriente Médio pela primeira vez, em um golpe orquestrado pela CIA, conhecido como Operação Ajax. Ali começou a conturbada relação entre EUA e Irã. A vítima foi o primeiro-ministro iraniano Mohamed Mossadegh, democraticamente eleito. Com sua saída, entrou no lugar um monarca autoritário, o xá Mohamed Reza Pahlavi – este, por sua vez, destituído do poder em 1979 na Revolução Iraniana, que substituiu um governo autoritário pró-Ocidente por outro, também autoritário, pró-islamismo, por meio da liderança do aiatolá Ruhollah Khomeini. Olhada com o salutar distanciamento do tempo, a história nos mostra o quão desastrosa a intervenção americana foi, especialmente para os iranianos.
Ficha técnica: Todos os homens do xá. Kinzer, Stephen. 2004. Bertrand Brasil. 288 p.

 

A ação dos EUA contra o Irã no novo capítulo de tensão no golfo (Nexo)
Para quem prefere um resumo rápido a ler um livro, o Nexo preparou uma linha do tempo bem simplificada sobre o histórico problemático entre Estados Unidos e Irã, começando nos anos 1950.

 

A questão EUA-China não vai se solucionar tão cedo (The Atlantic)
Neste artigo, o autor defende que o conflito entre Estados Unidos e China está longe de uma solução. Uma das coisas que aponta para isso é o fato de que há apoio bipartidário à abordagem do presidente Donald Trump. “Ao contrário de todos os outros aspectos da política externa do presidente – em relação ao Irã, por exemplo, ou à Coréia do Norte, Arábia Saudita ou Rússia – os democratas e republicanos de Washington concordam que chegou a hora de um acordo com a China. Líderes democratas no Capitólio tendem a assinar um acordo com o presidente, sugerem que ele não é forte o suficiente com Pequim ou que permanecem em silêncio. Algum problema com os objetivos de Trump (como sua fixação na redução do déficit comercial), mas praticamente todos no poder parecem acreditar que o tom da América deve ser agudo e tolerante ao risco”.

 

(Foto: Reuters)

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