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Tarifa sobe para quem opera menos volume em mini índices

Postado por: TC Mover em 19/03/2019 às 10:01

Por: Conrado Mazzoni, editor TC News

 

O investidor de pequeno porte deve sofrer uma elevação dos seus custos transacionais após a decisão da B3 de elevar os emolumentos para quem opera no mercado futuro na BM&F – em meio a um debate sobre os impactos do day-trade e a disparada nesse tipo de operações.

 

O trader deve ter notado que, desde ontem, a conta de emolumento cobrada pela B3 ficou mais cara nos produtos referenciados em dólar e Ibovespa. Entrou em vigor uma nova política de tarifação: em vez de um desconto linear de 50% para qualquer tipo de day-trade, passa a valer agora uma faixa de desconto de 35% até 75%, dependendo do volume.

 

Nessa banda, quem gira menos paga mais e quem gira mais, paga bem menos. As operações em alta frequência por meio de algoritmos, os HFT, por exemplo, pagam quase nada. De acordo com um profissional próximo da B3, o motivo da mudança é que há uma massa grande de investidores hoje nos minicontratos operando relativamente pouco, mas consumindo uma enorme infraestrutura de transmissão de market data.

 

Em ofício ao mercado, a B3 disse que “os futuros Mini de Ibovespa (WIN) e os futuros Mini de Reais por Dólar Comercial (WDO) transformaram-se nos principais consumidores da infraestrutura de negociação e de pós-negociação, representando aproximadamente 92% de todo o número de negócios de derivativos realizados na B3 em 2018.” Ao mesmo tempo, a receita desses produtos representou apenas 15% do total dos derivativos, gerando, portanto, desalinhamento entre as receitas e o consumo de capacidade.

 

Taxas de juros baixas abatendo a remuneração da renda fixa, melhora nas perspectivas para o Brasil após as eleições e aumento na oferta de educação financeira estão entre os fatores que pavimentam o crescimento da base de investidores pessoa física que operan no day-trade – a atividade de comprar e vender um ativo financeiro no mesmo dia.

 

Ciente dessa expansão, a Comissão de Valores Mobiliários encomendou um estudo à FGV para responder se é possível viver de day-trading. A resposta foi “não”. Para alguns especialistas em educação financeira, como o economista Samy Dana, o artigo contraria “a ideia propagada por especialistas de corretoras de que day-traders melhorariam com a experiência e que, portanto, deveriam persistir”. A reação nas redes sociais foi variada.

 

(Imagem: Yahoo)

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