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Sucesso do IPO da XP, decisões de juros marcam pregão; no radar, comércio e tom dos comunicados

Postado por: TC Mover em 11/12/2019 às 8:45

Apesar do sucesso robusto da XP, que ontem fez a maior oferta inicial de ações de uma companhia brasileira nos Estados Unidos, o investidor mantém total atenção nas decisões de juros por parte do Federal Reserve e do Banco Central do Brasil, na tarde de hoje. Será a segunda Super Quarta em 45 dias e a última em muito tempo – não teremos mais decisões dos BCs americano e brasileiro no mesmo dia ao longo de 2020. Como explicaremos mais tarde, o comitê de política monetária do BC deve cortar a taxa básica Selic em meio ponto percentual e apontar que o ciclo de cortes acabou ou está prestes a acabar. A mesma mensagem de pausa deve ser abraçada pelo Fed, em meio ao mercado de trabalho forte nos EUA, incertezas com as guerras comerciais da administração do presidente Donald Trump e a inflação abaixo da meta. Entre os destaques do dia, os dados de vendas no varejo de outubro no Brasil, os números de fluxo cambial semanal e a inflação de novembro nos EUA.

 

Os ativos de risco oscilam com viés de baixa, na ausência de notícias relevantes ou de surpresas. O mercado caminha ao compasso do noticiário referente à guerra comercial, que mostra uma maior disposição da China a alcançar algum tipo de acordo temporário e uma resistência por parte dos americanos a acenar qualquer armistício definitivo. “O impasse impede que o mercado corrija ou suba, e assim vamos ficar até alguém dizer alguma coisa”, disse o membro experiente do TC, Rafael Ferri. Os futuros dos índices acionários dos EUA recuam, o ouro sobe e a volatilidade avança. De acordo com nossa editora Ana Carolina Siedschlag, a agenda do dia está carregada: com o corte de juros no Brasil precificado na curva de juros, o que resta ao investidor é uma ideia avançada do tom do comunicado do BC. Nos EUA, ela acredita que o Fed irá manter sua política monetária inalterada. No caso brasileiro, ela disse que os dados de vendas no varejo devem mostrar alguma recuperação forte por conta da retomada na atividade das supermercadistas e afins.

 

A XP Inc, a maior plataforma independente de serviços financeiros do país, precificou ontem a maior oferta inicial de ações de uma empresa brasileira em 2019, levantando US$2,25 bilhões. A demanda pelos papéis, que foram precificados a US$27 cada, acima da faixa sugerida de US$22 a US$25, nesse patamar atingiu quase oito vezes o montante ofertado. A transação avaliou a empresa em quase US$15 bilhões – o que deve dar um empurrão no valor do sócio Itaú Unibanco e do arquirrival BTG Pactual – que tem uma plataforma menor, porém com mais expertise na área de investment banking. A JBS fechou o pregão de ontem com queda de 2% após notícia de que o Ministério Público Federal está pedindo na justiça R$21 bilhões para ressarcir prejuízos ao BNDES, que possui participação de R$14,9 bilhões na companhia. Segundo o Valor Econômico, o banco de investimentos divulgou na noite de ontem relatório de uma auditoria externa que examinou as relações entre as duas partes e que não encontrou evidências de corrupção ou influência indevida.

 

(Foto: XP Investimentos – Divulgação)

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