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Sinais melhores sobre acordo comercial EUA-China impulsionam bolsa; deflação reforça aposta em Selic menor, câmbio em alta

Postado por: TC News em 09/10/2019 às 15:11

O Ibovespa tem o primeiro pregão de alta em três dias, refletindo o otimismo no exterior impulsionado pelo tom mais proativo da China quanto a um acordo comercial. A um dia do início das conversas entre as equipes negociadoras dos dois países, uma matéria da Bloomberg News, citando fontes, disse que os chineses devem propor ao governo do presidente americano Donald Trump um esboço de acordo limitado que afete menos a economia global. A China sinalizou hoje mais cedo que busca um acordo parcial, que não implique mudanças legais. Surpreende que os chineses estejam mostrando vontade de negociar apesar de o governo americano vetar vistos a oficiais chineses e impor restrições a companhias de tecnologia do país nas últimas 48 horas.

 

Segundo o jornal britânico Financial Times, citando fontes, será proposto o aumento das compras de soja americana, pela China, em 10 milhões de toneladas anuais. O presidente Xi Jinping acha essa oferta suficiente para convencer Trump a adiar a próxima rodada de sobretaxas, que entrará em vigência em 15 de outubro, diz a notícia. Além disso, os Estados Unidos informaram, na manhã de hoje, os dados de criação de empregos JOLTs, que tiveram leitura abaixo do consenso, o que anima os investidores que apostam em mais cortes de juros pelo Federal Reserve. Assim, as bolsas americanas operam no azul nesta quarta-feira pela primeira sessão após três de quedas, com o investidor mais otimista sobre os desdobramentos da guerra comercial. O índice Dow Jones Industrials avança 0,70% e o S&P500 sobe 0,85%.

 

As altas lá fora também impulsionam o índice Bovespa, que sobe 0,58%, a 100.559 pontos. No plano local, a divulgação dos dados de inflação medidos pelo IPCA impactou os juros e o câmbio. O dólar futuro sobe 0,18%, a R$4,108, que virou uma válvula de escape após os dados do IPCA reforçarem apostas de queda da taxa básica de juros. O DI para janeiro próximo opera a 4,951%. Por aqui, o foco da tarde se volta para a sessão na Câmara, que deve votar a decisão sobre a partilha dos recursos do leilão de excedentes do pré-sal. Ontem, 24 governadores se reuniram em Brasília para buscar um acordo sobre como seria essa divisão. No fim do dia, foi resolvido que adotariam critério misto para a partilha do dinheiro, para beneficiar tanto os estados exportadores quanto os do Norte e Nordeste. A votação destrava o início do segundo turno da votação da Reforma da Previdência no Senado.

 

No Ibovespa, a Gol PN avançava 3,05%, após o Bradesco BBI elevar o preço-alvo da ação de R$55 para R$59, mantendo recomendação de outperform. A Petrobras PN tem o maior avanço em pontos, subindo 1,19%. As ações mais líquidas avançam desde a abertura com a menor aversão a risco mundo afora no contexto de menos tensão comercial. A maior queda percentual e em pontos é da JBS ON, que despencava 4,18%: senadores americanos querem que o governo investigue as aquisições da companhia no país. Outro destaque é a Ser Educacional ON, que subia 9,23%, após reportar recorde na base de alunos no terceiro trimestre. A divulgação da ata do comitê de política monetária do Fed, às 15h00 de Brasília, deve dar mais pistas sobre o rumo dos juros nos EUA, às 15h00. O Banco Central informa o fluxo cambial semanal meia hora antes.

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