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Sessão otimista impulsiona São Paulo e Nova Iorque; na quarta, dados de varejo americano no radar

Postado por: TC Mover em 15/10/2019 às 18:34

As bolsas brasileira e americanas viveram uma sessão de otimismo nesta terça-feira, com o avanço do projeto de lei de distribuição dos recursos da cessão onerosa no Senado por aqui, e o início da temporada de balanços animador nos Estados Unidos. As tensões entre as duas maiores economias do mundo também arrefeceram nesta terça-feira e deram espaço para que os ativos subissem. Já no mercado local, o movimento de alta do dólar foi o destaque, com traders culpando a baixa atratividade do chamado carry trade por conta da expectativa de mais cortes na taxa básica de juros Selic.

 

O projeto de lei que estabelece as regras de distribuição dos recursos do leilão da Cessão Onerosa foi aprovado na tarde de hoje na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e seguiu para o plenário sob regime de urgência. O acordo feito entre governadores e líderes no Congresso foi posto como condição para que os senadores iniciassem a votação em segundo turno da Reforma da Previdência, que teve o cronograma atrasado – e deve ocorrer na próxima terça-feira. O ambiente político ainda pode pesar sobre os mercados por conta da briga entre o presidente Jair Bolsonaro e seu partido, o PSL. Se houver perda de poder de negociação do governo na aprovação das reformas, o mercado pode sofrer, disseram membros experientes do TC.

 

No exterior, os índices acionários voltaram a subir e se aproximaram novamente dos níveis recordes de pontos nos EUA, embalados com os resultados do terceiro trimestre. Os grandes bancos surpreenderam com aumentos dos ganhos, contrariando as projeções iniciais de queda nos resultados, e puxaram a alta de 1,0% do S&P500 e de 0,89% do Dow Jones. A expectativa com as negociações entre EUA e China, após autoridades chinesas confirmarem os avanços feitos na última semana, também favoreceu a alta das ações.

 

O Ibovespa teve alta de 0,18%, a quinta consecutiva, a 104.489 pontos, o maior patamar do mês. O dólar futuro fechou em alta de 1,32%, a R$4,185, com o otimismo sobre o avanço da cessão onerosa e do exterior. As reduções das projeções da Selic têm pesado no câmbio. Segundo levantamento do Estado de S. Paulo, as apostas em uma Selic a 4,00% em 2020 têm ganhado força. A curva de juros acompanhou o movimento e subiu em bloco. O DI para janeiro próximo fechou a 4,925%.

 

Na agenda econômica, o destaque de amanhã são os números de vendas no varejo nos EUA relativos a setembro. A FGV divulga dados de inflação medidos pelo IPC-S pelo IGP-10. À tarde, o Banco Central informa dados do fluxo cambial semanal. O investidor deve ficar atento, ainda, ao vencimento de opções sobre o Ibovespa – que hoje impediu uma alta maior no índice. No exterior, o Reino Unido e a Zona do Euro divulgam índices de preços ao consumidor e ao produtor. O bloco europeu ainda disponibiliza a balança comercial do mês de agosto. Nos EUA, serão divulgados o índice do mercado imobiliário residencial, a variação de estoques de petróleo e o Livro Bege do Federal Reserve.

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