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Santander indica dólar para proteção contra tensão local e estresse externo

Postado por: TC Mover em 06/05/2019 às 11:49

O time de gestão de fortunas do Santander sugere comprar dólar em maio, com o objetivo de proteção contra eventual estresse externo, sobretudo em um momento de cautela pela instabilidade no cenário político interno.

 

A alocação para o mês é overweight – equivalente a compra – para câmbio e neutra em bolsa. Já em renda fixa, melhorou a gradação da recomendação em juros reais, como títulos Tesouro IPCA, em meio à alta recente das taxas por ruídos políticos e avanço do índice oficial de inflação, mas permanece com alocação abaixo da média, na visão dos estrategistas.

 

“Nossa visão de longo prazo é construtiva, mas com volatilidade elevada e tanta incerteza na seara política, preferimos operar com cautela. O teto para o Ibovespa diante de uma reforma previdenciária que gere economia entre R$800 e R$900 bilhões pode ser bem acima dos níveis atuais. No entanto, se o resultado final for algo da ordem de R$500 a R$600 bilhões, então não é óbvio o potencial remanescente de alta, embora possa não ser desprezível”, diz carta mensal da equipe de private banking do Santander.

 

Atento ao desenrolar da tramitação da reforma da Previdência no Congresso, o time do banco destaca o empenho e senso de urgência do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, com a instalação da comissão especial, mas prefere optar pela cautela. “Há uma curva de aprendizado e uma compreensão maior das implicações de palavras tortas, mas não se pode mudar a natureza do presidente Jair Bolsonaro e de sua órbita de uma hora para outra. É preciso apenas controlá-la para se encaixar no jogo político. Neste processo, ficaremos atentos para irmos ajustando nossas posições.”

 

Escrita antes do tuíte do presidente americano Donald Trump, no domingo, ameaçando elevar tarifa de 10% para 25% sobre US$200 bilhões de produtos chineses a partir do dia 10 de maio, a carta de maio do Santander traz um prenúncio deste início de semana nos mercados, com piora do apetite por risco na véspera da primeira reunião da comissão especial da Previdência. Por volta de 11h35 desta segunda-feira, o índice Bovespa caía 1,37%, perto das mínimas a 94.695 pontos, enquanto o dólar futuro subia 0,58% frente ao real, cotado a R$3,971.

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